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Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Muitos leitores seguramente hão de se espantar com a informação de que o petróleo é matéria-prima, quem diria, também para a indústria calçadista. Está presente nos contrafortes, o reforço interno dos sapatos na altura do calcanhar, e nas couraças, utilizadas com a mesma função sobre o peito do pé.
Recentemente, a indústria gaúcha Formax, instalada na cidade de São Leopoldo, lançou uma alternativa ecologicamente superior para suprir essa necessidade: poliuretanos termoplásticos - TPU - desenvolvidos com base orgânica.
A nova linha de contrafortes e couraças, batizada de Thermogreen, é produzida a partir de polímeros feitos de fontes renováveis, como soja, milho, mamona e girassol.Segundo Flávio Faustini, diretor da empresa, líder brasileira no fornecimento destes insumos, todos os calçados que têm o calcanhar armado e praticamente todos que são fechados sobre o peito do pé usam contrafortes e couraça. “É impossível responder com precisão qual o percentual destes sobre o total, mas, com certeza, a proporção supera os 50%”, disse ele a AmbienteBrasil.
”Atualmente, todos estes componentes são petroquímicos. Talvez existam alguns raros casos, ainda, de contrafortes e couraças feitos de papelão ou aparas de couro, mas não têm resistência e estão desaparecendo rapidamente”, completa.
O ganho ambiental mostra-se significativo: 2007 se encerra com um consumo mundial da ordem de 16,3 bilhões de pares de calçados - mais de 700 milhões deles produzidos no Brasil.
A Formax, que já faz negócios com outros países, aposta na ampliação de seu mercado externo. “O uso de componentes de fonte renovável favorece a exportação do próprio calçado brasileiro”, acredita Faustini.
As expectativas quanto à receptividade da indústria nacional também são as melhores, sobretudo porque – garante a empresa - o Thermogreen vai agregar valor às marcas e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo, mantendo as propriedades e eficácia da formulação tradicional.
Na prática, estes componentes, agora gerados a partir de fontes vegetais, chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos.
“Todo empresário sabe da importância de desenvolver produtos que reduzam a agressão ao meio ambiente. Esta é uma questão de sobrevivência planetária e uma exigência cada vez mais forte por parte dos consumidores”, pondera Faustini.
Outra característica ambiental importante do Thermogreen é que pode ser integralmente reciclado.
A Formax é pioneira na reciclagem da matéria-prima usada em couraças e contrafortes, mesmo quando de origem petroquímica. Desde a década de 90, recolhe as sobras do produto, que chega às indústrias do calçado na forma de lâminas. São recuperadas todas as aparas resultantes do corte e até o que resta das operações de desbaste - tudo reaproveitado como novo composto de matéria-prima.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Empresa gaúcha substitui petróleo dos calçados por plásticos de fontes vegetais
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Clarissa Taguchi
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
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Marcadores: negócios
Apelo natural se espalha pelo setor de cosméticos
Eliane Sobral para Valor.
A substituição de insumos de origem animal ou sintéticos por matéria-prima natural é uma das mais fortes tendências desta década na área de cosméticos, de acordo com estudo publicado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Uma tendência que já pode ser sentida na profusão de marcas e produtos com apelo natural. Da tradicional Natura, que já nasceu com esse apelo, 39 anos atrás, à SSR, empresa de cosméticos lançada pelo empresário Silvio Santos no início deste ano, o número de marcas e produtos com extratos naturais não pára de crescer. O maior desafio dessas empresas parece ser menos a descoberta de novos insumos e mais diferenciar-se em meio a tantos concorrentes com o mesmo apelo.
"Temos um mix mercadológico muito bem definido para nos diferenciarmos, mas o principal é mesmo o preço que está, em média, entre 10% e 15% abaixo dos cobrados pela Natura, e entre 15% e 20% acima dos cobrados pela Avon", afirma o diretor de marketing da Jequiti, Marcelo Martins. "Na verdade, os ingredientes viraram lugar-comum", acrescenta ele.
Preço também será o diferencial da francesa L'Occitane que pela primeira vez vai produzir uma linha fora do país de origem. Com muita castanha-do-pará, cupuaçu e buriti, naturais da Amazônia, a linha Sol do Brasil recebeu investimentos de US$ 2 milhões com o apelo da biodiversidade brasileira, para conquistar o mercado externo, e com preços mais acessíveis que os demais itens da marca, para atrair o consumidor brasileiro. "Como a linha será produzida aqui, é possível cobrar algo entre R$ 45 e R$ 50 por um hidratante ou protetor solar e atrair novos consumidores para a marca", afirma o diretor de marketing da L'Occitane no Brasil, Anderson Moraes.
Segundo ele, a linha foi criada de olho no mercado externo. Tanto que a marca só será comercializada aqui no fim do verão, mas chega a tempo de pegar o verão no hemisfério Norte, onde será lançada em maio. Moraes diz que aposta no trabalho nos pontos-de-venda para difundir a novidade. "Nosso protetor usa filtro solar físico e não químico", diz ele, explicando que o protetor solar físico rebate os raios solares, enquanto o químico deixa os raios penetrarem na pele. "A equipe de venda está pronta para ressaltar essa diferença".
O apelo natural pode estar em alta no mundo todo, mas no mercado interno o que conta mesmo ainda é o fator preço. "No Brasil, o conceito de natural ainda é muito difuso. No exterior, o consumidor é mais consciente e esse mercado é muito maior", afirma Clélia Angelon, presidente da Surya Brasil - que existe há 12 anos e, em volume, vende mais lá fora do que aqui. Os produtos da Surya estão em mais de 30 estados americanos e em lojas como a londrina Harold's, ou a francesa Printemps, entre outras. Apesar do câmbio desfavorável, 50% da faturamento da Surya em 2007, de R$ 7 milhões, virá das exportações. "O que fazer para me diferenciar da concorrência? Falar a verdade para o consumidor", aposta Clélia.
A mesma máxima utilizada pela veterana Natura. "Estamos mais preocupados em comunicar a nossa forma de fazer do que o produto em si. É isso que nos diferencia da concorrência. A forma como fazemos vai além de qualquer peça de marketing", afirma Eduardo Costa, diretor de marketing da Natura.
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A guerra da carne
19 de Dezembro de 2007
A guerra da carne do blogue O filtro.
Aumentou a calibre da artilharia dos pecuaristas europeus contra o Brasil, noticia o Valor. Numa nítida tentativa de acuar o país, a União Européia propôs que governo brasileiro faça uma lista com todas as fazendas de gado bovino aptas à exportação, apresente relatórios completos sobre as inspeções nessas propriedades e submeta os brasileiros à vigilância sanitária européia. A medida é um vitória gigante dos fazendeiros da Irlanda e do Reino Unido, que há anos vem perdendo mercado para o Brasil, por ser impossível de cumprir. Existem no Brasil 14 mil fazendas de gado cadastradas, mais que em toda Europa. Se for adotada, a medida representa o maior retrocesso do comércio brasileiro em décadas.Enquanto apanha num front, o Brasil ganha na batalha contra o subsídios agrícolas americanos. O Finantial Times mostra que o Brasil teve a segunda vitória em uma semana contra os EUA nos julgamentos da Organização Mundial de Comércio. Agora, a OMC ordenou que os EUA baixem os substídios para os produtores de algodão.
Por Thomas Traumann
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quarta-feira, dezembro 26, 2007
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Marcadores: negócios
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
SVB e ECOCERT BRASIL lançam selos vegetarianos
15-Nov-2007 na SVB
Os consumidores brasileiros que por razões éticas, ambientais e ligadas à saúde rejeitam o consumo de produtos de origem animal, contam agora, a exemplo dos consumidores de outros países, com a garantia de dois selos: ‘VEGANO” e “VEGANO ORGÂNICO”, os quais serão atribuídos aos produtos e serviços que tenham sido inspecionados e obtido uma atestação de conformidade com as normas estabelecidas pelo referencial.
Os selos, fruto da parceria firmada entre a SOCIEDADE VEGETARIANA BRASILEIRA e a ECOCERT BRASIL, foram apresentados oficialmente às empresas, produtores e consumidores brasileiros durante a BIOFACH AMERICA LATINA, em São Paulo, nos dias 16 a 18 de outubro, nos estandes da SVB e da ECOCERT BRASIL.
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quinta-feira, novembro 22, 2007
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