quarta-feira, 19 de março de 2008

Dieta vegan protege pessoas com artrite, diz estudo

Publicada em 18/03/2008 às 12h06m
BBC

Uma pesquisa de um instituto sueco sugere que as pessoas que sofrem de artrite reumatóide podem reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames se seguirem uma dieta vegan - nome dado à dieta vegetariana radical, em que não há consumo de carne, leite e seus derivados - e sem glúten.

Ataques cardíacos e derrames estão entre as principais causas de morte de pacientes que sofrem de artrite reumatóide, pois a inflamação causada pela doença tem impacto nas artérias.
"Uma dieta vegan pode ajudar na redução do colesterol, mas é difícil conseguiu alguns dos nutrientes importantes seguindo esta dieta


Mas, segundo pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, Suécia, o risco pode diminuir por meio de uma dieta sem produtos animais e sem o glúten, que pode ser encontrado no trigo, aveia, centeio e cevada.

O estudo, publicado na revista Arthritis Research and Therapy, afirma que aqueles que seguem esta dieta têm menos mau colesterol.

O mau colesterol é visto como o fator mais importante em problemas do coração, pois obstrui as artérias.
Dietas

Os pesquisadores do Instituto Karolinska colocaram 38 voluntários que sofriam de artrite reumatóide em uma dieta diária composta por 10% de proteína, 60% de carboidratos e 30% de gordura.

A dieta incluía nozes, sementes de girassol, frutas e vegetais e cereais. O leite de gergelim fornecia a fonte diária de cálcio.

Outros 29 voluntários seguiram uma dieta saudável com aproximadamente as mesmas proporções de proteínas, carboidratos e gordura.

Gorduras saturadas não compreendiam mais do que 10% do consumo diário de energia e produtos integrais foram usados o máximo possível.

Os voluntários na primeira dieta, a vegan, mostraram uma diminuição no nível total de colesterol e, especificamente, uma redução na quantidade de lipoproteína de baixa densidade (LDL), conhecido como o mau colesterol.

Os que estavam na dieta comum não mostraram variações significativas nos níveis de colesterol.

Segundo os pesquisadores, existe uma "grande quantidade de provas" que sugerem que estas mudanças foram benéficas para evitar o bloqueio das artérias e as doenças cardiovasculares.

Massa corporal

Depois de 12 meses, os voluntários que seguiram a dieta vegan também apresentaram redução do Índice de Massa Corporal. O grupo de controle permaneceu com o mesmo índice.

Mas, a organização de caridade britânica especializada em artrite reumatóide, Arthritis Research Campaign, alertou para possíveis perigos da dieta vegan.

"Uma dieta vegan pode ajudar na redução do colesterol, mas é difícil conseguiu alguns dos nutrientes importantes seguindo esta dieta", afirmou uma porta-voz da entidade.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Jantar especial de Páscoa VEGANO

Convido a todos para um delicioso jantar especial de Páscoa VEGANO com os "chefs" Bárbara e Otto!!!

Entrada:
Sardella ( pasta apimentada de pimentão e molho de tomate com torradinhas )

Prato principal:
Batatalhau vegano

Sobremesa:
Mousse gelada de chocolate servida dentro de um ovo

Sexta-feira Santa, dia 21/03/2008
Preço: 28,00
Hora: a partir das 19:00
Local: Vegetariano Social Clube - Rua Conde de Bernardote, n° 26, loja L, Leblon - RJ

Espero vocês lá!!!

Barbara.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Carne X Floresta


75% da área desmatada da última floresta tropical brasileira já é ocupada pela pecuária, 
cujo rebanho dobrou na última década.

São mais cabeças de gado que brasileiros.

Veja mais aqui.



 

segunda-feira, 3 de março de 2008

"Relação Homem/Animal e Animais na Espiritualidade"

A ACCG, Familia Auquimia e Pit Bull Club do Brasil têm o prazer de convidar para a palestra do médico-veterinário, Dr. Marcel Benedeti, a realizar-se no Clube de Regatas do Flamengo, no próximo dia 16 de março às 10 horas:

"Relação Homem/Animal e Animais na Espiritualidade"

Valor do Convite - R$ 10,00 (venda antecipada)

Contamos com sua presença e agradecemos a divulgação de nosso evento, que trará informações valiosas através da experiência do Dr. Benedeti, que têm inúmeras obras publicadas.

Além disso, independente de seu credo, se você ama os animais, estará ajudando três grupos de defesa animal, que encontram-se em situação difícil, face aos compromissos assumidos para a manutenção de seus bichinhos. E ainda, se desejar, terá a chance de doar um saco de ração para os animais do CCZ-RJ.

Participe, ajude-nos a continuar ajudando.

Agradecemos, de coração, sua presença.

Equipe ACCG !

Associação Casa do Cão e Gato
www.casadocaoegato.com.br

SP: Rancho dos Gnomos precisa de voluntários para participação em evento

Data: 30 de março de 2008

Horário: das 10 às 17 horas (voluntários deverão apresnetar-se uma hora antes)

Local: Escola Estadual Kenkiti Simomoto
Estrada Velha de Olaria, 545 - Jardim Arco-iris, Cotia/SP

Cidadania em Foco - edição Cotia

Detalhes sobre o evento podem ser acessados em
http://www.ranchodosgnomos.org.br/cidadaniaemfoco.htm

Precisamos de voluntários nas áreas: jurídica, psicologia, logística, entretenimento, teatro, saúde, geral e outras.

Para cadastrar-se como voluntário:
http://www.ranchodosgnomos.org.br/savana/paginas/cadastrocidadaniaemfoco.html

Conto com sua participação para que consigamos realizar um ótimo evento e cheguemos ao nosso maior objetivo, a conscientização sócio-ambiental de muitas pessoas na comunidade do entorno do Rancho dos Gnomos.

Abraço
-----------
Renata de Freitas Martins
Jurídico Associção Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos
www.ranchodosgnomos.org.br

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Calendário de eventos no Rio:

1) Hoje – Palestra sobre veganismo no Leblon-RJ

com Bruno Müller

Local: livraria Da Conde - Rua Conde Bernadotte, 26, lj. 125 – Leblon -RJ

Horário: 19 hs

Bruno Müller é ativista vegano, bacharel em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal Fluminense.


2) 2ª. SESSÃO SOLENE, CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

Encontro de Vegetarianos / Veganos

Data: 13 março – 5ª. feira

Local: Plenário Teotônio Villela.

Horário: 19 às 22:30 hs

Retrospectiva das ações realizadas, Planejamento estratégico e discussões sobre as questões da lei contra vivissecção, proibição de tração animal e uso de animais em ritos religiosos.

Estão abertas inscrições antecipadas para palestras e pronunciamentos.

Contaremos com recursos audiovisuais – o evento será gravado e terá caráter oficial.

Precisamos unir forças !!


3) Alimento Vivo – PUC Rio

Data: 27 fevereiro – 4ª. feira

Local: Auditório do RDC Puc Rio

Rua Marques de São Vicente, 225 Gávea Rio de Janeiro

Horário: 9 hs.

Apresentação da pesquisa Biochip com demonstração de germinação de sementes e extração de clorofila e produção do Suco da Luz do Sol para experimentação saborosa

http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/anabranc/portugues/home.html

Todas as quintas feiras deste semestre,a partir do dia 6 de março de 2008 até o dia 26 de junho de 2008 , das 10h às 14h é instalada no campus da Puc Rio a

Feira do Desenho Vivo para demonstração dos processos de germinação de sementes, produção de pigmentos a partir dos modelos vivos gerados pela luz do sol e exposição para experimentação , dos desenhos obtidos a partir dessas práticas.

FEIRA ORGÂNICA, com verduras, hortaliças e sementes cultivadas em solo vivo e sadio. Local: campus da PUC-Rio, proximo a ponte de madeira que atravessa o Rio Rainha.

Curso aberto

Convivência com o BioChip 2008.


4) Terrapia – Alimento Vivo

Data: 27 março – 5ª. feira

Local: FIOCRUZ – perto do horto.

Horário: 7 hs – exercício de Yoga com Prof. Geraldo.

8 hs – seminário – vai até a hora do almoço com degustação dos alimentos preparados durante o evento.

Contato: terrapia@ensp.fiocruz.br

Abertura do 1º seminário sobre alimentação viva na promoção da saúde – todas as 5as. feiras (e algumas 3as. feiras) – vai até início de julho/2008.


5) Brahma Kumaris Rio

Período: março–abril de 2008

- CURSO INTRODUTÓRIO À MEDITAÇÃO RAJA YOGA

- MEDITAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

COPACABANA Dias 16/03 e 20/04 às 17:30

LARANJEIRAS / TIJUCA / NITEROI - Dias 16/03 e 20/04 às 18:30

"A Brahma Kumaris é uma organização sem fins lucrativos. Seu objetivo é a revalorização do ser humano na construção de um mundo melhor. Possui 8.500 escolas em 100 países e sua Sede mundial fica na cidade de Mount Abu, na Índia. No Brasil a BK possui 30 escolas. Oferece palestras e cursos sobre meditação Raja Yoga e qualidade de vida. É uma entidade de utilidade pública federal." Preconizam a importância do vegetararianismo.

Informações: Site nacional: www.bkumaris.org.br

Blogueiros pelos direitos animais: SP



Maurício Kanno, do Animao ; Fábio Paiva, do Pelo Fim do Holocausto Animal; o Dr. Marcel Benedeti; Miriam, do Vida de Vegetariana; a Simone Nardi e a Maria Conceição, do Consciência Humana, participaram da Campus Party em SP, na segunda semana desse mês. 

Para saber mais, clique nos links!  

Faça a sua parte.

Calcule o seu consumo de Água Virtual



15 mil litros de água é quanto consome a produção de 1kg de carne de boi. 4,800 litros para 1kg de carne de porco. 1 mil para 1 de trigo. 900 para 1 de milho. Isso, de acordo com o projeto gráfico do alemão Timm Kekeritz com dados do Water Footprint of Nations de 2004.

Para dados mais recentes, vá ao The Water Footprint, onde você também encontra até uma calculadora para verificar o quanto você consome de água.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Veganos em Saracuruna!!

*Desculpem o post atrasado sobre o evento


Em Saracuruna-Caxias, dia 29 de dezembro, cerca de 18 pessoas vegetarianas e a maioria vegana encontraram-se em evento organizado por Charles, que preparou com sua mãe, deliciosas Samoças (da culinária Hare) veganas e suco.

O encontro teve a proposta de confraternização e troca de idéias sobre o movimento Vegetariano/Vegano.


"Eles são ótimos !! Ficamos surpresos com a quantidade de veganos. Saímos com o compromisso de apoio mútuo, também para que haja implementação de ações por lá, com panfletagens e etc.
Acho que é isto, além da viajem de trem (quase uma hora !!). Mas valeu a pena." Disse Didi Vegetariana, do grupo Vegetariando!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Humanidade mais carnívora: risco para a saúde e o meio ambiente

PARIS (AFP) — O consumo de produtos animais, que deverá aumentar em 50% até 2020, segundo a Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE), acarreta grandes riscos sanitários e coloca em perigo os ecossistemas, ressaltaram especialistas.

O aumento do consumo de carne em escala planetária ocorre sobretudo nas economias emergentes, tendo China e Índia como principais consumidores, e se traduz pelo comércio cada vez maior de produtos animais.

"Há riscos sanitários complementares, porque os produtos circularão mais rapidamente que o tempo de incubação das doenças", constata Jean-Luc Angot, diretor-geral adjunto da OIE.

Entre os fatores de surgimento ou ressurgimento de novas patologias, há também o aquecimento global, a modificação dos ecossistemas ou a mudança de hábitos alimentares.

"A febre catarral ovina (ou doença da língua azul) surgida em regiões onde não era conhecida anteriormente, como no norte da Europa, era considerada até então tropical", lembra Angot.

A destruição dos ecossistemas expõe o homem e os animais ao surgimento de novos agentes patogênicos. No final dos anos 90, o desmatamento na Malásia fez sair das florestas os morcegos frugívoros que contaminaram os porcos, levando à erradicação de muitas varas de porcos e provocando 300 mortes humanas.

As febres hemorrágicas como o Ebola também estão ligadas aos contatos entre o macaco e o homem devido ao desmatamento na África.

Em relação aos hábitos alimentares, o vírus da Aids poderia ter contaminado o homem ao cruzar a barreira da espécie por causa do consumo de carne de macaco, segundo uma hipótese que ainda não foi cientificamente provada.

O aumento do número de aves aumenta o risco de um vírus da gripe aviária passar por mutações para ser transmitido eficazmente de homem para homem, o que não parece felizmente ser o caso da cepa H5N1.

De maneira geral, "o desenvolvimento de criações industriais no Sudeste Asiático, na China e na Índia, nas portas das cidades cria problemas de hiperconcentração, de não-gestão de dejetos, de riscos sanitários", constata André Pfimlin, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Instituto de Criações em Paris.

No final de 2006 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calculou em um relatório que os bovinos produzem mais gases causadores do efeito estufa que os carros. O metano que expelem e o protóxido de nitrogênio de seus dejetos são muito mais nocivos para o meio ambiente que o CO2.

Este relatório também colocou em evidência que grande parte dessas emissões provinham de criações pastoris, praticadas por populações muito pobres do Sahel ou da Ásia Central que dependem do gado para sobreviver.

A margem de manobra é pequena para que se possa reduzir as emissões de metano, mas "se todos os sistemas de criação otimizarem seus dejetos, seus adubos, ganharão em dinheiro e reduzirão o risco de poluição para a água e para o ar", segundo Pfimlin.

Nas zonas tropicais, a produção de carne reduz também os "poços de carbono" (que reúnem CO2 na vegetação). "Quando queimamos a floresta, no Brasil, na América Central, e também na Indonésia, o fazemos muito freqüentemente para criações de gado e também para plantações de soja" que servem para alimentar os porcos e as aves, explica este especialista.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Os bois que pastam árvores


do Blog do Planeta

A estatística é assustadora: um em cada três bifes consumidos no país veio da região Norte. Para os carnívoros natos é dificil aceitar. Mas, pesquisadores afirmam que o preço cobrado pelo aumento do consumo nacional de carne tem sido a derrubada da Amazônia. Para constatar essa realidade basta dar uma volta pelas grandes rodovias que cortam a floresta, onde as árvores sumiram e restou um horizonte infinito de pastos. O assunto foi discutida no ano passado pela revista Época, e voltou a ser foco de debates nessa semana.

O relatório O Reino do Gado, produzido pela ong Amigos da Terra, já causou polêmica em todo o mundo. A questão principal são os empréstimos de bancos nacionais que estariam "patrocinando" o aumento descontrolado do gado, e conseqüentemente mais desmatamento. A falta de critérios para recuperação dos 70 milhões de hectares de pastos abandonados também é outro ponto levantado pela ong. Enquanto a polêmica segue, fica a pergunta que não quer calar. Quem está disposto a reduzir o seu consumo de carne para salvar a Amazônia?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Fábrica de cosméticos de SP é acusada de superexploração

Multinacional que abastece marcas como Avon, L´Oréal, Max Love e Natura, Weckerle do Brasil é acusada de praticar assédio moral e submeter funcionárias a jornadas de 12h, sem direito à folga nos fins-de-semana

Por Beatriz Camargo para Repórter Brasil

Problemas na Weckerle,segundo as denúncias

Jornada ilegal: 12h de trabalho todos os dias, sem finais de semana

Horas-extras: há relatos de não pagamento das horas devidas (quatro horas-extras diárias)

Assédio moral: pressão para que a pessoa trabalhe mais, sob ameaça de demissão

Demissão: empresa exige que os 40% do FGTS sejam "devolvidos", sob ameaça de "sujar o nome" de quem está se desligando

Descontos indevidos: desconto no salário por faltas comprovadas com atestado médico

Eliane Ribeiro lembra do trabalho na Weckerle do Brasil como um pesadelo: hoje sofre de tendinite (inflamação dos tendões devido a esforço repetitivo) do punho até o ombro. O período de dois anos e três meses na empresa também trouxe conseqüências psicológicas. "Eu não saio de casa sozinha. Não vou nem ao mercado", relata. "Não era assim antes [do trabalho na linha de montagem da fábrica de cosméticos]".

A Weckerle do Brasil se apresenta como líder de mercado e é uma filial da multinacional alemã Weckerle Cosmetics. Vende cosméticos para Avon, L´Oréal, Max Love e Natura, entre outras marcas. A indústria, situada na Zona Sul da capital paulista, mantém cerca de 200 empregados.

Além de Eliane, outras pessoas que trabalharam ou trabalham na Weckerle - que são na maioria mulheres - desenvolveram, em poucos meses de serviço, doenças ocupacionais como tendinite, problemas na coluna, depressão e estresse. Segundo elas, o assédio moral, a jornada excessiva e as condições de trabalho em desacordo com a lei são as principais causas das lesões.

A Repórter Brasil entrou em contato com a diretoria da Weckerle do Brasil para apurar a posição da multinacional acerca das denúncias dos trabalhadores, mas a empresa não quis atender a reportagem.

Matéria completa aqui.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Empresa gaúcha substitui petróleo dos calçados por plásticos de fontes vegetais

EXCLUSIVO
Mônica Pinto / AmbienteBrasil

Muitos leitores seguramente hão de se espantar com a informação de que o petróleo é matéria-prima, quem diria, também para a indústria calçadista. Está presente nos contrafortes, o reforço interno dos sapatos na altura do calcanhar, e nas couraças, utilizadas com a mesma função sobre o peito do pé.

Recentemente, a indústria gaúcha Formax, instalada na cidade de São Leopoldo, lançou uma alternativa ecologicamente superior para suprir essa necessidade: poliuretanos termoplásticos - TPU - desenvolvidos com base orgânica.

A nova linha de contrafortes e couraças, batizada de Thermogreen, é produzida a partir de polímeros feitos de fontes renováveis, como soja, milho, mamona e girassol.Segundo Flávio Faustini, diretor da empresa, líder brasileira no fornecimento destes insumos, todos os calçados que têm o calcanhar armado e praticamente todos que são fechados sobre o peito do pé usam contrafortes e couraça. “É impossível responder com precisão qual o percentual destes sobre o total, mas, com certeza, a proporção supera os 50%”, disse ele a AmbienteBrasil.

”Atualmente, todos estes componentes são petroquímicos. Talvez existam alguns raros casos, ainda, de contrafortes e couraças feitos de papelão ou aparas de couro, mas não têm resistência e estão desaparecendo rapidamente”, completa.

O ganho ambiental mostra-se significativo: 2007 se encerra com um consumo mundial da ordem de 16,3 bilhões de pares de calçados - mais de 700 milhões deles produzidos no Brasil.

A Formax, que já faz negócios com outros países, aposta na ampliação de seu mercado externo. “O uso de componentes de fonte renovável favorece a exportação do próprio calçado brasileiro”, acredita Faustini.

As expectativas quanto à receptividade da indústria nacional também são as melhores, sobretudo porque – garante a empresa - o Thermogreen vai agregar valor às marcas e ajudar a desvincular o calçado dos custos crescentes dos derivados de petróleo, mantendo as propriedades e eficácia da formulação tradicional.

Na prática, estes componentes, agora gerados a partir de fontes vegetais, chegam ao mercado com preço similar ao dos petroquímicos.

“Todo empresário sabe da importância de desenvolver produtos que reduzam a agressão ao meio ambiente. Esta é uma questão de sobrevivência planetária e uma exigência cada vez mais forte por parte dos consumidores”, pondera Faustini.

Outra característica ambiental importante do Thermogreen é que pode ser integralmente reciclado.

A Formax é pioneira na reciclagem da matéria-prima usada em couraças e contrafortes, mesmo quando de origem petroquímica. Desde a década de 90, recolhe as sobras do produto, que chega às indústrias do calçado na forma de lâminas. São recuperadas todas as aparas resultantes do corte e até o que resta das operações de desbaste - tudo reaproveitado como novo composto de matéria-prima.

Apelo natural se espalha pelo setor de cosméticos

Eliane Sobral para Valor.

A substituição de insumos de origem animal ou sintéticos por matéria-prima natural é uma das mais fortes tendências desta década na área de cosméticos, de acordo com estudo publicado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Uma tendência que já pode ser sentida na profusão de marcas e produtos com apelo natural. Da tradicional Natura, que já nasceu com esse apelo, 39 anos atrás, à SSR, empresa de cosméticos lançada pelo empresário Silvio Santos no início deste ano, o número de marcas e produtos com extratos naturais não pára de crescer. O maior desafio dessas empresas parece ser menos a descoberta de novos insumos e mais diferenciar-se em meio a tantos concorrentes com o mesmo apelo.

"Temos um mix mercadológico muito bem definido para nos diferenciarmos, mas o principal é mesmo o preço que está, em média, entre 10% e 15% abaixo dos cobrados pela Natura, e entre 15% e 20% acima dos cobrados pela Avon", afirma o diretor de marketing da Jequiti, Marcelo Martins. "Na verdade, os ingredientes viraram lugar-comum", acrescenta ele.

Preço também será o diferencial da francesa L'Occitane que pela primeira vez vai produzir uma linha fora do país de origem. Com muita castanha-do-pará, cupuaçu e buriti, naturais da Amazônia, a linha Sol do Brasil recebeu investimentos de US$ 2 milhões com o apelo da biodiversidade brasileira, para conquistar o mercado externo, e com preços mais acessíveis que os demais itens da marca, para atrair o consumidor brasileiro. "Como a linha será produzida aqui, é possível cobrar algo entre R$ 45 e R$ 50 por um hidratante ou protetor solar e atrair novos consumidores para a marca", afirma o diretor de marketing da L'Occitane no Brasil, Anderson Moraes.

Segundo ele, a linha foi criada de olho no mercado externo. Tanto que a marca só será comercializada aqui no fim do verão, mas chega a tempo de pegar o verão no hemisfério Norte, onde será lançada em maio. Moraes diz que aposta no trabalho nos pontos-de-venda para difundir a novidade. "Nosso protetor usa filtro solar físico e não químico", diz ele, explicando que o protetor solar físico rebate os raios solares, enquanto o químico deixa os raios penetrarem na pele. "A equipe de venda está pronta para ressaltar essa diferença".

O apelo natural pode estar em alta no mundo todo, mas no mercado interno o que conta mesmo ainda é o fator preço. "No Brasil, o conceito de natural ainda é muito difuso. No exterior, o consumidor é mais consciente e esse mercado é muito maior", afirma Clélia Angelon, presidente da Surya Brasil - que existe há 12 anos e, em volume, vende mais lá fora do que aqui. Os produtos da Surya estão em mais de 30 estados americanos e em lojas como a londrina Harold's, ou a francesa Printemps, entre outras. Apesar do câmbio desfavorável, 50% da faturamento da Surya em 2007, de R$ 7 milhões, virá das exportações. "O que fazer para me diferenciar da concorrência? Falar a verdade para o consumidor", aposta Clélia.

A mesma máxima utilizada pela veterana Natura. "Estamos mais preocupados em comunicar a nossa forma de fazer do que o produto em si. É isso que nos diferencia da concorrência. A forma como fazemos vai além de qualquer peça de marketing", afirma Eduardo Costa, diretor de marketing da Natura.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A guerra da carne

19 de Dezembro de 2007
A guerra da carne do blogue O filtro.

Aumentou a calibre da artilharia dos pecuaristas europeus contra o Brasil, noticia o Valor. Numa nítida tentativa de acuar o país, a União Européia propôs que governo brasileiro faça uma lista com todas as fazendas de gado bovino aptas à exportação, apresente relatórios completos sobre as inspeções nessas propriedades e submeta os brasileiros à vigilância sanitária européia. A medida é um vitória gigante dos fazendeiros da Irlanda e do Reino Unido, que há anos vem perdendo mercado para o Brasil, por ser impossível de cumprir. Existem no Brasil 14 mil fazendas de gado cadastradas, mais que em toda Europa. Se for adotada, a medida representa o maior retrocesso do comércio brasileiro em décadas.Enquanto apanha num front, o Brasil ganha na batalha contra o subsídios agrícolas americanos. O Finantial Times mostra que o Brasil teve a segunda vitória em uma semana contra os EUA nos julgamentos da Organização Mundial de Comércio. Agora, a OMC ordenou que os EUA baixem os substídios para os produtores de algodão.

Por Thomas Traumann

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

REFLEXÃO À EQUANIMIDADE*

Texto lido pelo Charles na Câmara Municipal - no 1º Encontro de Vegetarianos do Rio de Janeiro.

Por Charles de Freitas Lima
Prof. de Educação Física, pós-graduando em Psicomotricidade

Um assunto é entendido por cada pessoa conforme a compreensão que ela desenvolve em sua própria mente. Quando uma pessoa compreende certas coisas melhor do que outra, aí está uma evidência que o entendimento varia de pessoa para pessoa como a subida numa escada através de seus respectivos degraus. Neste contexto, os degraus representam os níveis de compreensão que cada um pode ter de acordo com a evolução na escada da reflexão! Pegando a carona dessa explicação: como poderia o conhecimento ser proveitoso para alguém que não o coloca em prática? Será que é justo adquirir conhecimento sem praticá-lo? Aqueles que realmente querem melhorar a sua vida e a vida alheia, não vivem apenas de teorias, no entanto, procuram, na medida do possível, é claro, praticar o que aprenderam – eis uma aplicação coerente de aprendizado.

Nada melhor que ter a mente aberta à equanimidade. Neste sentido, é preferível termos a mente como um pára-quedas, pois quanto mais aberto, melhor a descida e o pouso, embora a segurança do pouso também dependa de algumas técnicas para que o pára-quedista pise com segurança na aterrissagem. Porém, viver com a mente fechada à transformação interior é um equívoco e cristaliza as atividades mentais, impossibilitando a pessoa de ter mais lucidez – diga-se sem reservas! Vale ressaltar que a mente de vez em quando "mente", portanto, não vale ter a mente aberta a pensamentos negativos nem a influências comportamentais desequilibradas...

Reflita: quando você ingere produtos de origem animal, usa vestimentas ou objetos que contenham couro animal, usa produtos testados em animais, tu tens consciência de que efeitos sua escolha tem sobre a sua vida? E a vida dos animais? Por que aceitar facilmente certos costumes antiéticos sem questioná-los? Por que comer carne de frango, vaca ou porco enquanto inúmeras pessoas cuidam de gatos, cachorros e pássaros como animais domésticos? Todos os animais sofrem. Mediante tal raciocínio, por que não deveríamos confrontar a sociedade moderna, substituindo a alimentação de origem animal pela alimentação vegana, substituindo as vestimentas e os objetos de couro animal por de couro vegetal, substituindo os produtos testados em animais por produtos que passaram por testes substitutivos? O materialismo nos impõe um aglomerado de costumes antiéticos e várias pessoas os aceitam de uma maneira tão passiva. Os animais que uma pessoa supostamente civilizada não se atreveria a comer aqui no Brasil, como, por exemplo: cães e gatos, servem, quando mortos, para encher a pança dos chineses. Entretanto, os restos cadavéricos de vacas e bois, levando em consideração o mesmo raciocínio, servem também, quando mortos, para encher a barriga dos brasileiros. Será que isso é correto, já que qualquer animal é suscetível à dor e a outras sensibilidades intoleráveis? Assim como um indiano não concorda como os brasileiros tratam as vacas e os bois, da mesma maneira, os brasileiros não concordam como os chineses tratam os cães e os gatos. E quem tem a razão nisso tudo? Somente aqueles que tratam com "equanimidade" os seres vivos. Será que pensar nessa questão é tão incômodo para não nos importarmos com isto e deixarmos esta reflexão pra lá? Ou não seria melhor deixarmos pra lá o comodismo de não refletir com agudeza crítica sobre esta questão?

Desejar bondade para os seres humanos sem desejar o mesmo para os nossos irmãos planetários, os animais, é um condicionamento cristalizado pelos costumes materialistas que a sociedade moderna nos impõe goela abaixo. É importante vivermos sem fraudes alimentícias, sem embustes de costumes ultrapassados e sem corrupção de testes laboratoriais. A equanimidade é uma qualidade nobre por excelência!

Fonte: http://veganoabolicionista.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Fighting Fat and Climate Change

By Seth Borenstein, HuffingtonPost.com. Posted December 7, 2007.

We can attack both problems by cutting calories and carbon dioxide at the same time.

America's obesity epidemic and global warming might not seem to have much in common. But public health experts suggest people can attack them both by cutting calories and carbon dioxide at the same time.

How? Get out of your car and walk or bike half an hour a day instead of driving. And while you're at it, eat less red meat. That's how Americans can simultaneously save the planet and their health, say doctors and climate scientists.

The payoffs are huge, although unlikely to happen. One numbers-crunching scientist calculates that if all Americans between 10 and 74 walked just half an hour a day instead of driving, they would cut the annual U.S. emissions of carbon dioxide, the chief greenhouse gas, by 64 million tons.

About 6.5 billion gallons of gasoline would be saved. And Americans would also shed more than 3 billion pounds overall, according to these calculations.

The Centers for Disease Control and Prevention is considering public promotion of the "co-benefits" of fighting global warming and obesity-related illnesses through everyday exercise, like walking to school or work, said Dr. Howard Frumkin, director of the CDC's National Center for Environmental Health.

"A simple intervention like walking to school is a climate change intervention, an obesity intervention, a diabetes intervention, a safety intervention," Frumkin told The Associated Press. "That's the sweet spot."

Climate change is a deadly and worsening public health issue, said Frumkin and other experts. The World Health Organization estimated that 160,000 people died in 2000 from malaria, diarrhea, malnutrition and drownings from floods -- problems that public health and climate scientists contend were worsened by global warming. Officials predict that in the future those numbers will be higher.

The American Public Health Association, which will highlight the health problems of global warming in April, is seeking to connect obesity and climate change solutions, said executive director Dr. Georges Benjamin.

"This may present the greatest public health opportunity that we've had in a century," said University of Wisconsin health sciences professor Dr. Jonathan Patz, president of the International Association for Ecology and Health.

The key is getting people out of the car, Patz and Frumkin told the public health association at its annual convention. Reducing car travel in favor of biking or walking would not only cut obesity and greenhouse gases, they said, it would also mean less smog, fewer deaths from car crashes, less osteoporosis, and even less depression since exercise helps beat the blues.

In a little-noticed scientific paper in 2005, Paul Higgins, a scientist and policy fellow with the American Meteorological Society, calculated specific savings from adopting federal government recommendations for half an hour a day of exercise instead of driving.

The average person walking half an hour a day would lose about 13 pounds a year. And if everyone did that instead of driving the same distance, the nation would burn a total of 10.5 trillion calories, according to the scientist, formerly with the University of California at Berkeley. At the same time, that would cut carbon dioxide emissions by about the same amount New Mexico produces, he said.

"The real bang for the buck in reducing greenhouse gas emissions was from the avoided health expenses of a sedentary lifestyle," said Higgins.

But it's not just getting out of the car that's needed, said Dr. Robert Lawrence of the Johns Hopkins School of Public Health. A diet shift away from heavy meat consumption would also go far, he said, because it takes much more energy and land to produce meat than fruits, vegetables and grains.

Recent studies support that argument. Last year the United Nations Food and Agriculture Organization reported that the meat sector of the global economy is responsible for 18 percent of the world's greenhouse gas emissions. Much of that is indirect, including the fertilizer needed to grow massive amounts of feed for livestock, energy use in the whole growing process, methane released from fertilizer and animal manure, and transportation of the cattle and meat products.

Similar calculations were made in a study in September in the medical journal Lancet.

The average American man eats 1.6 times as much meat as the government recommends, Lawrence said. Some studies have shown eating a lot of red meat is linked to a higher risk for colon cancer.

As for fighting obesity and global warming by walking and cycling, don't expect people to do it easily, said Kristie Ebi. She's a Virginia public health consultant and one of the lead authors of the Intergovernmental Panel on Climate Change report.

Citing the decades-long effort to curb smoking, she said, "It turns out changing people's habits is very hard."

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Novo site!

Está no ar o site www.direitosanimais.org, repleto de informações sobre direitos animais, escravidão animal e veganismo.

Tire suas dúvidas, entenda melhor a teoria abolicionista e saiba como aplicá-la. Não deixe de conferir também nossa seção de perguntas e respostas. O site está aberto a colaborações! Quem se interessar pode escrever para: contato@direitosanimais.org

A Equipe direitosanimais.org

Dida Rio