quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Vegans go Party!

Para quem acha que diversão não tem ética, festa de aniversário Vegan, nesse último sábado, com muita paz, alegria e gente bonita.



quarta-feira, 19 de setembro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Animais de criação: uma extinção por mês

Retirado do Blog do Chicão.
chicaodoispassos@yahoo.com.br

O planeta possui centenas de raças diferentes de galinhas. Algumas são escolhidas para sofrerem processo de melhoramento genético a fim de produzir mais ovo ou engordarem mais rápido para irem ao abate. O que acontece com as outras centenas de raças? Grande parte está sendo extinta progressivamente. Este é o alerta da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

Uma das saídas é a preservação desse patrimônio de biodiversidade em bancos genéticos. Outra é manter criatórios especializados nestes animais, com subvenção pública ou de fundações privadas. No caso de países ricos esta tem sido a solução: políticas estatais e alguns criadores conservam a maior parte das raças autóctones da Europa e da América do Norte, acrescentou.

Assim, o grande risco de extinção acontece nos países subdesenvolvidos. No caso do gado 70% das raças estão nestes países. Ovinos, caprinos e aves também possuem a maior diversidade nos países em desenvolvimento.

Nos países ricos o gado tem "uma base genética muito estrita e altamente especializada", já que 90% vêm de apenas seis raças rigorosamente definidas. Nos países em desenvolvimento e pequenos produtores agrícolas abandonaram a criação de animais tradicionais em favor de raças de rendimento mais elevado importadas dos Estados Unidos e da Europa. De acordo com os especialistas, será impossível salvar todas as raças ameaçadas, o que torna necessário o estabelecimento rápido de bancos de genes a fim de conservar o esperma e os óvulos dos animais das raças em risco de extinção”.

Leitura completa aqui.

sábado, 8 de setembro de 2007

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pontos de vista do mercado

É brasileiro e não faz feio
06/09/2007 na Exame
Os produtores nacionais decidiram apostar no foie gras, uma das mais sofisticadas iguarias do mundo - o resultado pode ser conferido nos melhores restaurantes do país

Por Adriana Pavlova
Produtores brasileiros passaram a última década tentando imitar algumas das jóias da boa mesa francesa. Primeiro, foi o champanhe. Após anos aprimorando a técnica de produção, os vinicultores da Serra Gaúcha conseguiram dar ao espumante brasileiro um padrão de qualidade considerado razoável pelos especialistas. Caminho semelhante seguiram os fabricantes de queijos típicos franceses, como camembert e brie -- com resultado longe do fenomenal.

Uma cópia nacional, porém, atingiu recentemente padrões próximos aos originais: o foie gras (fígado de pato ou ganso), tido como uma das mais refinadas iguarias da culinária francesa. Muitas vezes sem que o consumidor se dê conta, o foie gras brasileiro é servido em praticamente todos os restaurantes de alto padrão do país. Entre os chefs de cozinha que adotaram o produto nacional estão Alex Atala e o francês Claude Troisgros, autor do prato que ilustra estas páginas, de foie gras com caju. "Hoje, o exemplar brasileiro chega a ser melhor do que o francês, pois resseca menos quando é cozido", diz Troisgros. "E, se o prato é bom, ninguém quer saber de onde vem."

O foie gras é um dos alimentos mais politicamente incorretos do planeta. O motivo é o método de produção, considerado cruel. Funciona em duas etapas. Na primeira, a ave passa 90 dias em galpões, sendo alimentada normalmente. É nos 12 dias seguintes que entra em cena a técnica de alimentação que causa repulsa aos espíritos mais sensíveis. Uma quantidade crescente de milho cozido é enfiada no animal por um funil, goela abaixo, com o objetivo de engordar seu fígado. A porção diária começa com 200 gramas e chega a 1 quilo no final do processo, quando o fígado atinge um tamanho dez vezes maior que o normal. A revolta com o tratamento dispensado aos animais é tão grande que a comercialização de foie gras foi proibida em algumas cidades, como Chicago, nos Estados Unidos. Lá, já há um mercado paralelo de fígado de ganso, numa bizarra repetição em pequena escala dos tempos da Lei Seca. A multa para os gourmets que burlam a lei vai de 250 a 500 dólares. A Califórnia já marcou data para o banimento (2012), e diversos outros estados consideram seguir o mesmo caminho. A repressão vem causando um novo fenômeno, a produção de cópias fajutas da iguaria. Alguns chefs americanos tentam reproduzir o sabor e a textura do foie gras usando ingredientes como fígado de frango, trufas e até mesmo tofu. A técnica politicamente correta foi apelidada de faux gras, um trocadilho com a palavra "faux", que significa falso em francês. A técnica, claro, é considerada ridícula pelos chefs mais tradicionalistas.

Leitura completa aqui.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Fazendeiros e políticos expulsam Opan, Greenpeace e jornalistas de Juína (MT)

Por Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Agência Brasil e Consciência.Net

O Greenpeace e a organização indigenista Opan (Operação Amazônia Nativa) pediram no último dia 22 de agosto ao Ministério Público Federal a apuração dos graves incidentes ocorridos há dois dias em Juína, no Mato Grosso, que resultaram na expulsão, por fazendeiros, de um grupo de representantes da Opan, ativistas do Greenpeace e dois jornalistas franceses. Entre os ambientalistas estava o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adario. Veja o vídeo:



Matéria completa, clique no título.

Porquinhos no CCBB



No Rio, Mostra de porquinhos-cofrinhos conta com fortes ou singelas imagens de não-violência. Para ver, vá até lá, pois não permitem tirar fotos.

Uma questão de embalagem

Estudo diz que pecuária desmata a Amazônia, e não a soja

Cibelle Bouças e Bettina Barros para Valor

É a pecuária, e não a soja, a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia. É isso o que diz um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) e que vai ser utilizado como base pelo Ministério da Integração Nacional para definir o planejamento territorial na região.

"A gente fica batendo na tecla errada, esquece o efetivo responsável e acaba adotando políticas públicas erradas", afirma Julio Miragaya, autor do estudo e coordenador-geral de Planejamento e Gestão Territorial (CGPT), ligado ao Ministério da Integração Nacional. "O fantasma da Amazônia não é a soja, é a pecuária".

Clique aqui para ler a matéria completa.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Agradecemos a Dona Diolanda


O Almoço beneficente para o abrigo de cães de Dona Diolanda conseguiu reunir cerca de 150 pessoas no restaurante Tempeh, no Rio. Parte da arrecadação foi direcionada ao abrigo de Dona Diolanda, muitas pessoas também levaram ração e medicamentos para os cães. Uma ação muito bonita realizada por jovens como Gracielle, que levam seu sentimento de compaixão a ações relevantes.




Se você também se importa e não pôde ir, mas gostaria de ajudar mesmo assim, entre aqui. Mas saiba que foi uma pena, pois é muito bom quando podemos reunir amigos e futuros amigos por razões como as da Dona Diolanda. Que reuniões assim sempre se repitam e se repitam e se repitam e se repitam e se repitam... e se repitam.

Resistir é preciso!

Um girassol cresce em meio a uma área desértica em Cuenca, Espanha. Após uma semana de árduas negociações sob patrocínio da ONU em Viena, os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto não conseguiram ainda chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2012. Foto: Pedro Armestre/AFP

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Confirmado: Veggie Crispy não é vegetariano

O Mc Donald's lançou no mês de junho o sanduíche Veggie Crispy nas lojas de todo o país.

O novo lanche é composto por um empanado de legumes, alface americana, tomate e molho blanc, tudo num pão de grãos. Este é o primeiro sanduíche supostamente vegetariano que o Mc Donald's lança no Brasil.

Mensagens têm circulado pela internet nos últimos dias afirmando que o molho usado para temperar o empanado teria, entre seus ingredientes, aroma natural de frango.

Procurada pelo Vida Vegetariana, a assessoria de imprensa do Mc Donald's confirmou a presença do aroma natural de frango para realçar o sabor e disse ainda que a rede de fast-food nunca divulgou este sanduíche como sendo vegetariano e, sim, a base de vegetais. O lanche também contém farinha de trigo e glúten.

Alguns vegetarianos que chegaram a consumir o produto e se sentiram lesados estão entrando no juizado de pequenas causas contra a rede de fast-food, pois o Veggie Crispy não seria um lanche vegetariano, passando assim a imagem de propaganda enganosa. Segundo o dicionário online Merriam-Webster, o termo "veggie" se destina a vegetais e vegetarianos(na forma de gíria).

Fonte: Vida Vegetariana

Direitos Animais é uma questão ambiental

Por Jaqueline B. Ramos* para Envolverde

Todos os anos os ativistas de direitos animais dos Estados Unidos e alguns representantes de outros países se reúnem numa conferência para trocar idéias e discutir os avanços do movimento de defesa dos animais. Trata-se da Animal Rights, evento idealizado há 15 anos pela organização sem fins lucrativos FARM (Farm Animal Reform Movement). Este ano a conferência foi realizada na cidade de Los Angeles entre os dias 19 e 23 de julho e os cerca de 1000 participantes discutiram questões que foram além das estratégias de ações de defesa, campanhas e vegetarianismo/ veganismo no âmbito de ações de exploração covardes cometidas contra os animais. Conclui-se que além de ser uma prática ética em relação aos bichos, Direitos Animais é uma questão ambiental.

Em tempos de manchetes sobre aquecimento global, já foi amplamente divulgado o fato de que a pecuária e todos os outros processos que geram produtos de origem animal são grandes vilões do meio ambiente por conta da devastação de florestas, alto consumo de cereais e desperdício e poluição das águas. Leitura completa aqui.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

China and Vietnam battle lethal pig disease

24 August 2007
Source: SciDev.Net
Scientists believe a deadly strain of the pig virus that causes 'blue-ear disease' has evolved after cases were reported this year in China and Vietnam.
China has reported losing or culling over 600,000 pigs with blue-ear disease —porcine reproductive and respiratory syndrome — since mid-2006 when this strain first appeared. Vietnam began reporting cases in March this year.

Blue-ear disease weakens the infected pig's immune system. Adult animals often survive, but piglets frequently die from secondary bacterial infections, which can turn ears blue.
But sows and piglets are dying in the current outbreak. A group from the Institute of Microbiology in Beijing have described a genetic variation in the virus that they believe may be responsible for its increased deadliness.

Some media outlets have accused China of not sharing virus samples, but the Food and Agriculture Organization (FAO) in Beijing says this is premature, stating that it has not yet asked the Chinese government for samples or permission to investigate the outbreak, but intends to make a request soon.

The Vietnamese government has already requested assistance from the FAO after outbreaks increased in June and July. Samples are currently being analysed in US-based laboratories.

Link to full article in Science

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

The Shift

"The biggest moviment in human history". Saiba qual é assistindo esse trailer.

THE SHIFT movie raises awareness to the story of our roles in an evolutionary shift in our collective consciousness.

As it chronicles the faces, the stories and leaders assisting in this social transformation, the film reveals its emergence & meaning.

domingo, 26 de agosto de 2007

O dilema do ser humano

Esses dias foi exibido no Rio o festival de cinema ambiental FICA , não pude ver a todos, mas aquele que recomendo é MEU PRIMEIRO CONTATO, um documentário comovente sobre a história de uma tribo amazônica transferida para o Xingú pela equipe do Orlando Villas Boas.

O filme mostra o primeiro contato dessas pessoas com a cultura dos "brancos" e o processo de interferência causado por nós ao tentarmos olhar culturas alheias sob nossas perspectivas. Há o registro da inocência e do medo de seus personagens no primeiro encontro, em contraste à situação de arrependimento de hoje. A história termina com depoimentos de pessoas enclausuradas em suas esperanças de retornar à terra de suas origens e que agora são utilizadas para pasto.

E em meio à exibição dos filmes, pessoas de grande importância na disseminação da linguagem ambiental vieram expor suas posições frente aos nossos dilemas atuais. Leonardo Boff, André Trigueiro e Marcos Sá Correa foram perfeitos e complementares em suas conclusões e limitações como seres humanos que tentam "fazer a sua parte" abrindo o debate ambiental a todas às culturas e populações desse Brasil. Iniciativas como o FICA, assim como os novos meios de comunicação desenvolvidos pelas novas ferramentas tecnológicas servem, especialmente, à disseminação do debate ambiental.

Concluímos que não é preciso anos de academia, ou a leitura de milhares de títulos, para chegarmos a simples conclusão do tamanho do problema que enfrentamos, assim como a falta de perspectivas vergonhosamente empurrada às futuras gerações. "Qual o futuro para a humanidade?", "Temos jeito?" foram questionamentos colocados a todos os participantes pela platéia.

Como resposta, todos os palestrantes foram uníssonos ao apontar o consumo como a grande origem desse desequilíbrio catastrófico. Pois é o consumo e, a forma como consumimos, que geram esse modelo de produção que vem literalmente consumido todos os recursos da Terra até sua exaustão.

Contexto, personagem e roteiro
Identificadas os papéis do drama ambiental planetário, a platéia volta para casa sabendo que algo tem de ser feito e que de alguma maneira vamos ter que "fazer a nossa parte". É extremamente desconfortante voltar para casa sem tentar pensar numa idéia, sem questionar uma solução antes que nossas vidas tornem-se desesperançosas. Uma idéia torna-se uma esperança e, uma ação, um alívio. E foi assim que decidi não comer mais carne alguns punhados de anos atrás, como uma atitude que me trouxesse algum alívio. Mas jamais imaginei a tamanha dor de cabeça que declarar-se vegetariano pode causar. Convido todos a experimentar, declare-se vegetariando, mesmo que de brincadeira.

Digo que é desconfortante, não como o desconforto anterior de sentir-se perdendo a estrada por onde seguir, mas é o desconforto de tornar-se um espelho nítido; colocando na frente de todos a resposta para perguntas que ninguém ousa fazer.

Até quando deixaremos oculto, velado, trancado e maquiado nosso maior "bem" de consumo, aquele nosso maior "produto" que para ser "fabricado" utiliza quantos planetas forem necessários a saciar uma fome sem fim? E ainda quais as forças culturais que nos levam a esconder de nós mesmos tamanha verdade? Você conhece a violência gerada num prato de comida? Abaixo uma indicação de livro para quem não entendeu "patavinas" dessa história.

Por Clarissa Taguchi, decidida a encarar-se vegana (uma consumidora vegetariana ética) há quase uma semana.

O Dilema do Onívoro de Michael Pollan, Editora Intrínseca, 2006
A insensatez do agronegócio é objeto deste livro fascinante, que faz sucesso crescente à medida que os leitores descobrem a importância de saber como se estrutura a indústria dos alimentos que chegam diariamente às suas mesas

Por Luiz Prado para Planeta Sustentável

Nos EUA, são necessárias duas calorias de fertilizantes sintetizados a partir do petróleo para produzir uma caloria de milho. E como o gado bovino é alimentado com milho, quase um barril de petróleo é consumido para cada animal abatido. Os excedentes da produção de milho estão na origem tanto da abundância quanto da obesidade. Os subsídios governamentais são generosos, o alimento industrializado tem preços baixos, mas dão origem aos altos índices de obesidade que custam algo em torno de 90 bilhões de dólares por ano em despesas médicas. Ou esses excedentes atravessam a fronteira do México, onde liquidam com os pequenos produtores.

Toda uma complexa cadeia de interesses gira em torno da produção de milho, impedindo que cessem os subsídios. A insensatez do agronegócio é objeto de um fascinante livro intitulado "O Dilema do Onívoro", que faz sucesso crescente à medida que os leitores descobrem a importância de saber como se estrutura a indústria dos alimentos que chegam diariamente às suas mesas. O livro de Michael Pollan certamente é um importante alerta para um Brasil que se pretende transformar numa Arábia Saudita dos biocombustíveis.

O livro começa pela descrição da gigantesca monocultura de milho no estado de Iowa e volta até a origem da alta produtividade, com raízes na produção de sementes híbridas na década de 30, permitindo a mecanização da lavoura e dando início a um processo que rapidamente transformará os agricultores em reféns - mais do que em beneficiários - da agroindústria. Ao final da segunda guerra mundial, quando os Estados Unidos detinham imensos estoques de nitrato de amônia para a fabricação de explosivos, a solução encontrada foi o uso intensivo de fertilizantes. Também a indústria de pesticidas se estrutura com base nos estoques de produtos químicos destinados à fabricação de gases venenosos para uso militar.

Os excedentes da produção de milho precisam encontrar mercados e logo começam a ser utilizado na alimentação de animais, mesmo dos ruminantes, cujo sistema digestivo não é adaptado ao consumo de cereais.

Seguindo em busca da cadeia produtiva da agroindústria, Pollan viaja até Garden City, no estado de Kansas, e descreve a criação de gado bovino confinado, alimentado com milho, antibióticos e outros medicamentos, suplementos alimentares e estrogênio, gordura liquefeita e uréia sintetizada a partir do gás natural. Trinta e sete mil cabeças numa instalação que na linguagem da agroindústria norte-americana é conhecida como Operação Concentrada de Alimentação Animal (CAFO - Concentrated Animal Feeding Operation).

"Essa instalação se parece como uma cidade pré-moderna, sem espaço, imunda e mal-cheirosa, com o esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e o ar tornado visível pela poeira. (...) A concentração de animais em meio à falta de higiene sempre foi uma receita para doenças. A única razão pela qual não ocorrem epidemias como nas cidades humanas medievais é o uso intensivo de antibióticos. (...) Essa alimentação da à carne a textura e o sabor que os consumidores norte-americanos passaram a gostar. No entanto, essa carne é menos saudável para nós, já que contem teor mais elevado de gorduras saturadas e menos ômega-3 do que as carnes do bovino alimentado no pasto. (...) Na medida em que se avança na compreensão desse sistema de produção, torna-se inevitável questionar se o que parece racional não é também uma loucura total".

Depois, o autor disseca o processamento dos alimentos consumidos nos EUA. Pode-se dizer que o cereal matinal é o protótipo desse modelo: a indústria transforma 4 centavos de dólar de milho comprado como commodity em 4 dólares de alimentos processados, com novas formas e sabores, vendidos em embalagens que atraem o olhar do consumidor, tudo com o apoio de grandes campanhas publicitárias. Para cada caloria de alimento assim processado são necessárias 10 calorias de combustível fóssil.

"Na General Mills eu ouvi, pela primeira vez, a expressão sistema alimentar. Essa expressão é mais atrativa e indicadora da alta tecnologia do que a palavra comida. E evita as conotações negativas de sua antecessora, alimento processado industrialmente. Os especialistas do setor falam, também, em proteína vegetal texturizada e em nutracêuticos".

Daí, o caminho até o McDonald's é denso de truques apoiados em estudos de mercado e na "ciência da alimentação". Foi o esforço para aumentar a receita de cadeias de cinema que, depois de muitas experiências, levou à criação dos imensos sacos de pipoca e copos de soda que hoje estão presentes em todos os locais dos EUA, tendo as crianças como alvo principal. Três em cada cinco norte-americanos têm o peso mais elevado do que o recomendável, um em cada cinco é obeso, e cada criança nascida depois de 2000 tem 33% de possibilidades de desenvolver diabetes.

"Atualmente, 19% das refeições norte-americanas são feitas em automóveis. Refeições compradas sem que a porta do veículo precise ser aberta, comidas sem que o carro tenha que parar, com o uso de uma só mão. De fato, essa é a genialidade dos nuggets de frango: poder consumir sem o uso de prato ou garfo. Não há dúvidas de que os pesquisadores do McDonald's estão neste momento trabalhando para que se possa fazer o mesmo com uma simples salada."

O livro de Pollan segue por caminhos fascinantes e sua leitura nos faz perguntar se é isso que queremos. A afirmação de que não haverá necessidade de desmatamento para a produção e a exportação de imensas quantidades de biodiesel se baseia na avaliação de que grandes áreas de pastagens podem ser convertidas para monoculturas de oleaginosas com um pouco de modernização de nossa agricultura... Isso, apenas para começar uma reflexão mais profunda sobre estilos de vida na era pós-petróleo.

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sábado, 25 de agosto de 2007

Convite!! Melhor amiga dos cães precisa de ajuda


Dona Diolanda cuida em casa de centenas de cães doentes. Custos com ração, vacinas e remédios são altos demais para ela.
Do G1, no Rio
Dona Diolanda sempre gostou de cachorros. Há 15 anos, cuidava de 40 em sua casa, no Centro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Uma espécie de milagre da multiplicação elevou consideravelmente o número de hóspedes.

Hoje é impossível afirmar quantos são com segurança, pois os bichos se movimentam o dia inteiro entre o quintal e os vários cômodos da casa. A dona supõe que já passou de 300 animais, mas um empregado aposta em 400.

Dependendo do tratamento que precisam, os bichos, separados em grupos, ocupam uma parte determinada do terreno. O movimento de entrada de novos moradores é ininterrupto. Todos os dias são jogados, por cima do muro de Diolanda de Lima Bastos, cães doentes e velhos. “Só na semana passada, chegaram mais nove. Não pára de chegar”, ela conta.

(Os cachorros ocupam o quintal e vários cômodos da casa)

Dona Diolanda não consegue recusar os novos cães. Principalmente quando percebe que os bichos têm alguma doença, o que é muito comum. Para dar assistência à matilha, mantém três empregados que ajudam nos cuidados e na limpeza do abrigo, que anda em condições precárias. Atualmente há uma epidemia de cinomose, doença altamente contagiosa que não é transmitida para o homem, no quintal de dona Diolanda. Os cães ficam paralisados e correm risco de morte. O empregado Eduardo de Souza, há oito anos com ela, levou dois filhotes ao veterinário. Mas a doença não é o único problema que atinge os animais. Sarna e carrapatos também tiram o sono da melhor amiga dos cães.

Cuidar dos cachorros custa caro
Os custos com remédios, vacinas e alimentação são muito altos. Por dia, são 90 quilos de ração, divididos em seis sacos de 15 quilos. O abrigo é mantido com a ajuda de Edina Prado, professora da Faculdade Moacyr Sreder Bastos, e mais três amigas. Também conta com doações. Poucas. Edina mora perto de dona Diolanda e tem em casa sua matilha particular, atualmente com 34 cachorros. “O povo de Campo Grande não tem piedade de uma senhora tão idosa. Precisamos de ajuda”, implora a amiga. Ela criou o projeto UniãoAmorCão, que arrecada doações para os cães abandonados e um novo lar para eles. A professora conta que a veterinária Cláudia Kelab vacina, por caridade, castra e faz outros procedimentos nos cachorros do abrigo por menos da metade do preço. Edina não se cansa de pedir ajuda a ONGs (Organizações Não Governamentais) e à Prefeitura. Mas o serviço gratuito de castração oferecido pela Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA), segundo a professora, não resolve o problema. “Não dá pra levar os cachorros lá em Bonsucesso. A Prefeitura não paga o transporte. E são muitos os que precisam ser levados.”, lamenta.

Diolanda sonha com a legalização do abrigo
Paulo Roberto, também empregado, conta que a convivência com vizinhos não é amistosa. "Eles só criticam o abrigo e querem ver os cachorros longe daqui". Dona Diolanda não se importa. Mesmo tendo sido mordida muitas vezes, só admite doar os animais se tiver garantias de que eles vão ser bem tratados em outra casa. Apesar de seu padrão de vida ter caído bastante por causa dos cães, dona Diolanda não se arrepende de dividir a casa com eles. “Eu já tive um vidão, carro na garagem, motorista. Minha casa era arrumada. Eles destruíram tudo. Não tem mesa, sofá, fogão, nada”, conta a protetora dos animais, que ficou viúva há 15 anos e, desde então, passou a dar abrigo aos cachorros abandonados. “Meu sonho é legalizar o abrigo. Aí, posso morrer tranqüila. Agora não dá nem pra morrer”, avisa.

Veja galeria de fotos
O abrigo que dona Diolanda mantém em casa ganhou uma comunidade no Orkut.
O endereço eletrônico de dona Diolanda é http://br.geocities.com/uniaoamorcao/.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Raw for 30 days

Um filme independente Norte-Americano sobre 6 pessoas diabéticas acostumadas a se alimentar de fast-food entram no desafio de se curar através da alimientação vegan, orgânica, crua e sem aditivos e preservativos por 30 dias. O filme foi inspirado na Dieta do Palhaço, onde o oposto foi feito por um indivíduo saudável.

Está em inglês, mas confira o trailer abaixo.

Raw for 30 Days is an independent documentary film that chronicles six McDonald's-munching Americans with diabetes who switch to a diet consisting entirely of vegan, organic, live, raw foods in order to reverse diabetes naturally. The six participants are challenged to give up meat, dairy, sugar, alcohol, nicotine, caffeine, soda, junk food, fast food, processed food, packaged food, and even cooked food – as well as go without their loved ones and many of their creature comforts – for 30 days.

Can foods heal? Can diabetes be reversed or cured through diet? Can a diabetic thrive without insulin and other drugs? Can people subsisting on a Standard American Diet (SAD) give up their favorite foods and favorite vices for 30 days? Can six strangers of diverse ages, races, and backgrounds support and nurture each other through this life-altering challenge?

sexta-feira, 17 de agosto de 2007