terça-feira, 30 de junho de 2009
Amazônia
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domingo, 14 de junho de 2009
Vacas...
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Marcadores: A Campanha, Meio Ambiente
sexta-feira, 13 de março de 2009
FAO: 2400 L de água para um hamburger
FAO will be represented at the highest level by its Director-General Jacques Diouf as well as leading experts at the triennial 5th World Water Forum, the most important event on the international water calendar, to be held in Istanbul from March 16 to 22.
Agriculture is the biggest user of water in the world, accounting for 70 percent of all freshwater withdrawals and the key to feeding a rising global population is how to grow more food using less water.
FAO is also chair of UN-Water.
Journalists attending the conference who would like to make contact with FAO experts or who have any other enquiries should contact: |
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Marcadores: Água, Meio Ambiente
terça-feira, 3 de março de 2009
13 razões para dizer não à carcinicultura
Fonte Greenpeace Brasil
A criação de camarão, conhecida como carcinicultura, é uma atividade que traz graves impactos ambientais e sociais às regiões onde se estabelece. Listamos aqui 13 pontos que mostram o quanto a carcinicultura prejudica o meio ambiente e a vida das comunidades pesqueiras.
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Ocupa Áreas de Preservação Permanente - APP´s (Código Florestal Lei 4771/65 e Resolução CONAMA 303/02): a ocupação de APP´s é observada na maioria dos empreendimentos estabelecidos no Ceará, representando 79,5% das áreas onde esta atividade é desenvolvida.
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Ameaça a integridade dos manguezais: a carcinicultura é responsável por inúmeros impactos ambientais vinculados ao ecossistema manguezal, dentre os quais destacamos: desmatamento de mangue em mais de um quarto (26,9%) dos empreendimentos existentes no Ceará, artificialização dos canais de maré e das gamboas e bloqueio dos fluxos das águas, comprometendo o equilíbrio ecológico deste ecossistema.
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Contamina a água: o lançamento de águas, provenientes dos cultivos no solo, nas gamboas e nos estuários é responsável pela contaminação do lençol freático e alteração da qualidade da água, ocasionando a mortandade de peixes e caranguejos, inutilizando a água para o consumo humano. No Ceará, 77% dos empreendimentos não utilizam bacia de sedimentação (tratamento de água) e 86,1% não reciclam água. Além disso, muitos viveiros são construídos sobre aqüíferos, causando a salinização das águas e destruindo as possibilidades da pequena agricultura ser desenvolvida pelas comunidades.
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Privatiza e gera conflitos pelo uso das águas: segundo a FAO, para cultivar 01 Kg de camarão em cativeiro são necessários pelo menos 50 mil litros de água. No Ceará, a EMBRAPA calculou em 262m3/ha o consumo das fazendas situadas no Jaguaribe utilizando água doce que implica em um consumo anual de 58.874m3/há. Vale dizer que essa demanda hídrica representa mais do que as principais culturas irrigadas do Baixo Jaguaribe (arroz irrigado, banana). O valor cobrado aos carcinicultores pelo uso da água é de apenas 2% do valor real. Mas, mesmo pagando tão pouco pela água, os empresários deste setor somam atualmente uma dívida de aproximadamente R$735.950,00 com a COGERH, alcançando um índice de 98% de inadimplência junto a este órgão.
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Privatiza Terras da União: a implantação de viveiros de camarão normalmente é realizada em áreas que eram utilizadas para a pesca, mariscagem, uso de produtos da flora do mangue (cascas, tanino) por parte das comunidades tradicionais. No lugar destas atividades a carciinicultura se introduz nessas áreas, tendo como marca principal a colocação de cercas em torno dos viveiros impedindo o acesso de pescadores/as, agricultores/as, índios/as e marisqueiras às áreas ainda disponíveis para o extrativismo.
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Propaga um falso discurso de emprego e renda: a chegada da carcinicultura é sempre acompanhada de promessas de geração de emprego e renda. No entanto, isso não se configura como realidade, uma vez que, os empregos gerados são precarizados pela falta de formalização e exposição dos trabalhadores/as a jornadas de trabalho exaustivas. No Ceará, 01 pessoa no máximo é empregada (mesmo assim esse emprego é sazonal e precarizado) para cada 01hectare de viveiro de camarão.
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Viola os direitos humanos: diante da resistência a expansão da carcinicultura, as comunidades sofrem violência física e psicológica. Casos de assassinatos e torturas, relacionados à atividade, já foram denunciados à justiça no Ceará e em outros estados.
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Destrói os meios de trabalho das comunidades tradicionais: na medida em que afeta diretamente o ecossistema manguezal inviabilizando o exercício das atividades tradicionais como a mariscagem, a cata de caranguejo e a pesca. O que tem impactado fortemente as mulheres que realizam a mariscagem. Enquanto 01 hectare de fazenda de camarão emprega no máximo 01 pessoa, em 01 hectare de manguezal trabalham 10 famílias.
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Ameaça a segurança alimentar: a implantação de viveiros em áreas de manguezal reduz a capacidade de produção de alimentos associada a esse ecossistema que funciona como berçário da vida marinha, local de alimentação, abrigo e reprodução para 75% das espécies pesqueiras que colaboram para a soberania alimentar e sustentam a produção de pescado do Brasil. Além disso, para produzir 30 toneladas de camarão, a carcinicultura consome 90 toneladas de peixes marinhos para fabricação de ração. Esta produção de camarão é destinada, em sua grande maioria, ao mercado internacional e, mais recentemente, para abastecer os mercados dos centros urbanos.
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Ameaça a saúde dos/as trabalhadores/as: o metabissulfito de sódio é um produto químico amplamente usado na despesca do camarão. Ao reagir com a água, o metabissulfito libera dióxido de enxofre (SO2), gás que causa irritação na pele, nos olhos, na laringe e na traquéia. Esse é considerado um agente de insalubridade máxima pela Norma No. 15 do Ministério do Trabalho. Doenças respiratórias, de pele e óbitos provocados pela exposição ao produto já foram identificados no Ceará.
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Descumpre a legislação ambiental: a maior parte dos empreendimentos de carcinicultura, no Estado do Ceará, apresenta situação de irregularidade frente ao licenciamento ambiental. 51,8% dos empreendimentos em instalação, em operação ou desativados são irregulares.
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Agrava o racismo ambiental: a atividade gera lucros exorbitantes para uma pequena minoria (formada por homens brancos e ricos) e danos para a população mais pobre (composta em sua maioria por descendentes de negros e indígenas) que vivem em comunidades tradicionais. Enquanto uma minoria se apropria dos benefícios do “crescimento”, são externalizados ou transferidos à sociedade altos custos sociais e ambientais. Ou seja, a atividade proporciona luxo para os ricos e deixa para os pobres o lixo, os custos e os riscos da degradação ambiental.
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Utiliza inadequadamente os recursos públicos: recursos que deveriam ser investidos na melhoria da qualidade de vida das populações são destinados ao desenvolvimento de uma atividade altamente predatória e insustentável socioambientalmente. Instituições financeiras como o Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES já disponibilizaram milhões de reais para os empresários da carcinicultura. Em 2005, o Banco do Nordeste investiu R$ 59,4 milhões nesta atividade. Além do financiamento, esses empresários ainda recebem subsídios de água e desconto de 73% na tarifa de energia elétrica de 21h30 às 06h do dia seguinte.
Atualmente, a carcinicultura vive uma grave crise econômica, agravada por problemas ecológicos, como o surgimento de doenças virais nos camarões cultivados - é o caso da mionecrose muscular (Myonecrosis Infectious Virus - IMNV). Essa crise reflete um ciclo produtivo de desenvolvimento caracterizado pela insustentabilidade, o que faz com que a atividade, antes apresentada como uma das mais lucrativas da economia brasileira, entrasse em colapso, num processo de decadência e falência, expresso no abandono dos viveiros. No Ceará, 70% das fazendas de camarão foram abandonadas. Mesmo diante dos fatos, muitos ainda continuam alardeando a atividade como motor de desenvolvimento.
Greenpeace Brasil
Fórum Cearense de Meio Ambiente - FORCEMA
Fórum Cearense de Mulheres – FCM
Fórum dos Pescadores e Pescadoras do Litoral Cearense - FPPLC
Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará – FDZCC
Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense - REALCE
Frente Cearense por uma Nova Cultura de Águas e Contra a Transposição das Águas do Rio São Francisco
Rede de Advogados Populares – RENAP
RedManglar
GT de Racismo Ambiental da Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Fórum Cearense de Mulheres - FCM
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terça-feira, março 03, 2009
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Pesquisa aponta pecuária de MT como causadora do aquecimento global
Os pecuaristas rebatem dizendo a produção de carne bovina no Estado é modelo para todo o país. O pesquisador Paulo Barrato disse que mais de 75% das áreas desmatadas são alocadas para a pecuária. "Como em geral, desmatar uma nova área é mais barato, a tendência é que as pessoas continuem desmatando", afirmou o pesquisador.
O superintendente da Acrimat Luciano Vacari enfatizou que toda a tividade produtiva contribui para a emissão de gases efeito estufa. "Precisamos saber a quantidade de produção desses animais e saber se o número é muito grande ou não", explicou.
Polêmica entre os pecuaristas
O crescimento do desmatamento não escapa dos satélites que monitoram a região. Os pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), uma ONG que acompanha a devastação da floresta, analisaram as imagens do impacto da pecuária nas mudanças climáticas.
Eles concluíram que de cada 10 áreas abertas para criação de gado, sete são desmatadas. A conclusão gerou polêmica com os pecuaristas de Mato Grosso, Estado que tem o maior rebanho do país: 26 milhões de cabeça.
De acordo com o pesquisador da Imazon, Paulo Barrato, a pecuária cresce muito na região baseada em novos desmatamentos. "As pessoas abrem novas áreas para aumentar a pecuária e isso leva à emissão dos gases do efeito estufa", disse o pesquisador.
Já o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, rebateu. Ele disse que a afirmação anterior significa uma pecuária antiga, sendo que hoje, o pecuarista mato-grossense dá exemplo para todo o país com a ajuda da tecnologia, em como investir em genética e em práticas de sustentabilidade.
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quarta-feira, janeiro 28, 2009
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domingo, 30 de novembro de 2008
A moda do vegetarianismo – e seus riscos
Quando deu uma entrevista à ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), em abril, o ex-Beatle Paul McCartney causou furor. Segundo ele, uma das principais medidas que uma pessoa pode tomar para ajudar a combater o aquecimento global, e por tabela o sofrimento dos animais, alvo do Peta, é se tornar vegetariano. Para McCartney, as quantidades de água e terra usadas na produção de carne tornam a pecuária uma das maiores culpadas pelas mudanças climáticas. Como o músico, muitas outras celebridades, como os atores Richard Gere e Brad Pitt, por exemplo, têm adotado o vegetarianismo, um tipo de mudança de hábito que vem crescendo, como comprova o número cada vez maior de produtos vegetarianos que aparecem nos supermercados e de restaurantes naturais – alguns de chefs renomados – que são montados nas cidades brasileiras.
Vegetarianos convictos, o ator de Hollywood Richard Gere (à esq.) e o ex-Beatle Paul McCartney fazem lobby por esse tipo de comportamento para salvar o planeta
Para deixar de lado a carne vermelha, considerada a maior vilã tanto em termos de danos ao ambiente quanto de saúde, e outras carnes, no entanto, é preciso ter cuidado para não desequilibrar a alimentação. "O importante é saber que tanto quem come carne quanto os vegetarianos podem ter problemas de saúde por conta de deficiências na alimentação", diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, o aumento do número de produtos e restaurantes naturais reflete uma quantidade crescente de pessoas que optam por uma dieta vegetariana, ou parcialmente vegetariana. "As pessoas evocam filosofia de vida, questões culturais e religiosas e medo de doenças cardiovasculares para reduzir o consumo de carne", diz.
Quem não liga para o destino do gado ou para o aquecimento global tem nas doenças cardiovasculares um motivo para diminuir a ingestão de carne vermelha. Responsáveis pela morte de 32% dos homens e 27% das mulheres, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde em outubro, as doenças cardiovasculares têm entre suas causas o acúmulo de acido úrico e colesterol, gerados pelo consumo em grande quantidade de proteínas animais, presente nas carnes. "O recomendado é ingerir carnes vermelhas duas ou três vezes por semana, intercalando com carnes brancas”, diz Soares.
É preciso ter atenção para manter uma dieta completamente vegetariana
Reduzir a ingestão de carne vermelha não é uma tarefa fácil num país onde o consumo de carne bovina passa de 37 quilos por pessoa por ano. A saída mais simples é aumentar o consumo de carnes como as de frango e peixe. Mas quem faz isso não é considerado um vegetariano. Para tanto, é necessário cessar completamente a ingestão de todo o tipo de carne. Assim, a forma mais segura de rumar ao vegetarianismo é optar por uma dieta ovolactovegetariana, que inclui, além dos vegetais, pratos à base de derivados de leite e ovos. “Assim a pessoa não ficará sem as proteínas animais presentes nas carnes”, diz Soares.
A opção mais radical de vegetarianismo é o veganismo, uma filosofia que vem crescendo em todo o mundo e que proíbe seus seguidores de comer e usar qualquer produto de origem animal. O endocrinologista da Unifesp lembra que muitas pessoas que adotam esse tipo de comportamento, também conhecido como vegetarianismo restrito, substituem as carnes pela carne de soja, o que pode trazer carências nutricionais.
"A soja é o alimento que mais se aproxima da carne pela quantidade de aminoácidos que possui, mas ela não substitui totalmente a carne por falta de proteínas animais", explica. Segundo Soares, nesses casos é preciso recorrer a suplementos alimentares, como o de vitamina B12, presente apenas em produtos de origem animal. "A falta dessas proteínas e vitaminas pode causar problemas como anemia, queda de cabelo e fraqueza muscular".
De acordo com Soares, a opção pelo vegetarianismo tem atraído principalmente os jovens, e muitos deles tentam transmitir esses valores para seus filhos, o que pode ser perigoso caso a opção da dieta seja muito radical. "O vegetarianismo restrito é totalmente contra-indicado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos", diz. Ele explica que a falta de proteínas animais pode prejudicar muito o crescimento e o desenvolvimento da criança e trazer problemas como alterações funcionais nos órgãos.
Quando os ideais da família são intransponíveis e os pais desejam criar seus filhos com valores vegetarianos restritos, a solução é se preparar para cuidar diariamente de todos os detalhes da alimentação diária das crianças. "Nesses casos é preciso procurar conselho médico para evitar prejuízos para a vida da criança".
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domingo, novembro 30, 2008
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
"Em 2050, seremos todos vegetarianos"
Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de "O Fim da Comida"
Época, 12/06/2008
No Ensaio Sobre O Princípio Da População, publicado em 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma afirmação alarmante. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade, ajustando o tamanho da população à oferta de alimento. Em 1800, havia 1 bilhão de humanos. Hoje, somos 6,6 bilhões. A produção agrícola superou a explosão populacional. Malthus estava errado? Para o jornalista americano Paul Roberts, de 54 anos, talvez não. A hora de Malthus pode ter chegado. Em The End of Food (O Fim da Comida, editora Houghton Mifflin), Roberts prevê que, até 2050, a demanda por comida ultrapassará a oferta. Um primeiro alerta seria a atual explosão do preço dos alimentos.
A tonelada de arroz passou de US$ 400 para US$ 1.000 em cinco meses. No Brasil, o feijão subiu 168,44% em 12 meses. A culpa, para os analistas, é de chineses e indianos, que estão ganhando mais e comendo mais. Em 2030, a China importará 200 milhões de toneladas de grãos, ou seja, todo o excedente exportável mundial. O que sobrará para os países pobres? Se nada for feito, a fome.
ÉPOCA – Malthus estava certo?
Paul Roberts – Após 200 anos, é cada vez mais difícil dizer “não” a essa pergunta. Continuamos desenvolvendo novas tecnologias para produzir mais comida, mas enfrentamos novas restrições que os fazendeiros do passado não tinham. Historicamente, a forma de aumentar a produção era expandir a área plantada. Isso é cada vez mais difícil. A maioria das terras aráveis do planeta já é usada e a maior parte do que resta são as últimas florestas. É o caso do Brasil, onde as novas áreas de plantio são obtidas à custa da derrubada de florestas.
ÉPOCA – É hora de outra Revolução Verde?
Roberts – A Primeira Revolução Verde, que transformou a agricultura entre os anos 40 e 60, multiplicou a produção de alimentos graças ao uso de fertilizantes e ao desenvolvimento de novas sementes. Ainda é possível aumentar a produtividade usando os transgênicos. Mas essa tecnologia tem seus limites. Não podemos também esquecer que o preço da energia está subindo e que a agricultura moderna foi pensada no tempo em que o barril de petróleo custava US$ 20. Caso o preço se estabilize entre US$ 125 e US$ 200, o sistema atual não se sustenta.
ÉPOCA – O que fazer?
Roberts – Há três grandes desafios para criar uma Segunda Revolução Verde. O primeiro é o aumento do preço do gás natural, o principal insumo na produção de nitrogênio sintético, que por sua vez é o maior insumo dos fertilizantes. A maior parte do excedente agrícola atual se deve à disponibilidade de nitrogênio barato. Se o preço dos fertilizantes se mantiver elevado, alimentar daqui a 50 anos outros 4 bilhões de pessoas, além dos 6,6 bilhões atuais, será um tremendo desafio. É preciso alternativas para produzir novos fertilizantes.
ÉPOCA – O segundo desafio é...
Roberts – A falta d’água. Para isso não existe alternativa. Não há continente onde não falte água. Cada país responde ao desafio de forma diferente. A China está substituindo a produção de grãos, que usa irrigação maciça, pela de frutas e verduras, que consome menos água. Em 2007, importou 30 milhões de toneladas de soja, boa parte oriunda do Brasil. Isso significa que a China está importando de vocês sua água. Está ocorrendo uma mudança no “mercado virtual” de água. Por algum tempo, isso deve contrabalançar a escassez. Mas, no fim das contas, não existe água suficiente no mundo para atender ao aumento projetado na demanda de alimentos.
ÉPOCA – E o terceiro?
Roberts – O último é o maior de todos: as mudanças climáticas. Elas vão dificultar o aumento na produção de comida e acentuar a escassez de água. A alteração do clima também será um desafio para que grandes exportadores, como os Estados Unidos e o Canadá, consigam elevar sua produção. Os desafios são complexos e as respostas para eles também. Será preciso reduzir o uso de energia e de água na agricultura, ao mesmo tempo que se elevam a eficiência e a produtividade. Porém, isso não será o bastante. Seremos obrigados a comer menos.
ÉPOCA – A Terra pode alimentar 2,5 bilhões de bocas com uma dieta ocidental, rica em carne, ou 20 bilhões de vegetarianos. Mas somos 6,6 bilhões...
Roberts – A pecuária e a avicultura consomem grande parte da produção de grãos. Tome o exemplo dos Estados Unidos, com um consumo anual per capita de 100 quilos de carne, comparado ao da Índia, com 15 quilos. É preciso elevar o consumo da Índia e desencorajar o consumo nos Estados Unidos e na Europa, para tentar atingir uma média global de consumo mais justa e sustentável.
ÉPOCA – Isso não é utopia?
Roberts – É preciso reduzir o consumo de carne. A questão é como fazê-lo. Nos Estados Unidos não se toca no assunto. Achamos que comer carne é um direito eterno. Seu consumo é considerado um índice de prosperidade – apesar dos problemas de saúde, como doenças cardíacas, que seu consumo acarreta.
ÉPOCA – No Brasil, é a mesma coisa.
Roberts – O Brasil está se desenvolvendo, e a lógica pressupõe que num país bem-sucedido come-se tanta carne quanto se deseja. Para inverter essa lógica, é preciso um líder corajoso e habilidoso. Essa não é uma prioridade dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Cedo ou tarde, essa discussão terá de ser atacada.
ÉPOCA – Barack Obama e John McCain têm opinião a respeito?
Roberts – Não sei. Não é uma questão que eles levantariam na campanha. Não soaria como algo patriótico.
ÉPOCA – O aumento do preço da comida ameaça elevar em 100 milhões o total de 862 milhões de famintos no planeta. Mas há 1 bilhão de pessoas com sobrepeso. O problema da humanidade é a fome ou o diabetes?
Roberts – Ambos são problemas. Se fosse forçado a escolher, priorizaria a subnutrição, pois ela mata as pessoas muito mais cedo, e sua solução contribuiria para a estabilidade do clima. Dito isso, se fracassarmos em lidar com a questão da obesidade, no longo prazo pagaremos um enorme preço na forma de despesas médicas. Por 200 mil anos, a espécie humana teve sua dieta restrita pela disponibilidade ou não de alimento. A invenção da agricultura, há 10 mil anos, mudou esse padrão. A obesidade é conseqüência do acesso a uma alimentação farta e barata. Para manter uma dieta saudável, é preciso disciplina, e nós não fomos biologicamente projetados para controlar nossa gula.
ÉPOCA – O Brasil será o celeiro do mundo à custa da destruição da Amazônia?
Roberts – Apesar de conhecermos as conseqüências científicas e ambientais da rápida expansão da agricultura, somos incapazes de resistir à pressão política e econômica. Na imprensa econômica americana, o Brasil é retratado como uma história de sucesso. O país será uma superpotência na produção de alimentos. No entanto, quando olhamos as publicações científicas, o Brasil é retratado em termos muito negativos. A lógica gira em torno do fato de a população chinesa ganhar hoje o suficiente para comer carne, o que leva à destruição das florestas no Brasil. A questão fundamental é: como dizer a 1,3 bilhão de chineses que eles devem comer menos carne, se comer carne tem sido um objetivo humano por milhares de anos?
ÉPOCA – Seu livro anterior se chamava O Fim do Petróleo. O atual é O Fim da Comida. Qual será o próximo, o fim da água? O fim da natureza? O fim da esperança?
Roberts – (Risos.) Vou trabalhar num livro sobre as finanças globais, outro desastre. O mercado financeiro é a chave de tudo. Nada do que conversamos, como a conversão de florestas em área de cultivo no Brasil, pode acontecer sem a ajuda dos mercados financeiros. Eles estão em crise. São uma faca de dois gumes que é preciso entender melhor.
ÉPOCA – O senhor é otimista com o futuro?
Roberts – Acho que sou. Ao dissecar a questão da escassez de recursos, aprendi como as coisas podem se tornar ruins. Eu sei qual é o pior cenário possível se não alterarmos a rota na qual caminhamos. Com isso em mente, acredito que qualquer mudança será para melhor. É muito fácil ser pessimista, mas isso não faria o menor sentido. A humanidade sempre conviveu com a escassez. Essa é a condição humana.
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quarta-feira, junho 18, 2008
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
Semente mais velha do mundo, com 2.000 anos, dá origem a palmeira saudável
Via G1, 13/06/2008 - 06h00
Tâmara plantada em Israel originou-se de semente encontrada na fortaleza de Masada.
Planta provavelmente foi deixada lá por soldados por volta do século 1 de nossa era.
Uma semente que sobreviveu ao governo do rei Herodes e a uma batalha sangrenta entre judeus e romanos é a mais antiga a germinar no mundo, afirmam pesquisadores israelenses. Apelidada de "Matusalém", homenageando o mais idoso personagem da Bíblia, a muda de tamareira brotou de um genitor com cerca de 2.000 anos de idade, e pode até ajudar no melhoramento genético das tâmaras modernas, se tudo correr bem.
A história cinematográfica da tamareira Matusalém está na edição desta semana da revista especializada americana "Science". A semente que deu origem à plantinha, hoje com três anos de idade, veio da fortaleza de Masada, perto do mar Morto, no atual estado de Israel. A fortaleza foi construída pouco antes do nascimento de Cristo pelo rei Herodes e, décadas mais tarde, durante a guerra entre romanos e judeus, foi atacada pelo exército de Roma. Nenhum dos defensores judeus sobreviveu ao ataque.
No entanto, escavações arqueológicas nos anos 1960 acharam as tâmaras debaixo dos escombros da fortaleza. Sarah Sallon e seus colegas do Instituto Louis Borick de Medicina Natural, em Jerusalém, conseguiram datar duas das sementes, comprovando que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade. Uma terceira semente foi plantada e, aos 15 meses de vida, pedacinhos de sua casca que ainda estavam aderidos à muda também foram datadas. A idade obtida foi cerca de 200 anos mais recente -- o que era de se esperar quando se considera o grau de contaminação com carbono mais recente, absorvido do ar e do solo durante o crescimento da plantinha.
Calor e secura
Os pesquisadores dizem acreditar que o clima único da região do mar Morto, extremamente quente e seco, ajudou na preservação da semente de Matusalém. A saúde da mudinha parece muito boa, com exceção de algumas manchas brancas nas folhas -- provavelmente ligadas a uma falta de nutrientes na semente. O grupo também aproveitou para fazer uma análise genética da tamareira, comparando-a com plantas atuais da mesma espécie, oriundas do Egito, do Marrocos e do Iraque.
A surpresa é a semelhança genética relativamente baixa entre a planta-Matusalém e as atuais -- provavelmente porque as modernas são plantadas de forma clonal, sem cruzamento entre os indivíduos. Se Matusalém produzir frutos, seu DNA poderá trazer "sangue novo" (ou seria sangue velho?) às tamareiras modernas, já que os judeus da época de Jesus tinham desenvolvido plantações de alta qualidade da espécie.
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sexta-feira, 23 de maio de 2008
Produzir carne é pior do que transportar
Via: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
O transporte sempre foi atacado como o principal vilão das emissões de poluentes provocadas pelos alimentos. Pois um estudo norte-americano mostra o contrário. Não interessa de onde vem, a responsável pela maior parte dos gases de efeito estufa provindos da indústria alimentícia é a própria produção.
A pesquisa realizada pela Environmental Science & Technology mostra que o transporte dos alimentos representa 11% das emissões, enquanto a própria produção é responsável por 83%. O óxido nitroso e o metano são os principais gases emitidos, por causa dos fertilizantes, da fabricação de adubo e da digestão dos animais (é, é isso mesmo que você está pensando).
Os cientistas calcularam quanto uma família média norte-americana emite anualmente apenas por causa dos alimentos (aproximadamente, 8 toneladas de CO2!) e reduziu a parte responsável pelo transporte (quase 4,5 toneladas). Comparando os dois dados, chegou-se ao resultado.
O bacana é que parte disso pode ser revertido se em apenas um dia da semana os norte-americanos comessem frango, peixe ou vegetais em vez de carne vermelha e comprassem alimentos produzidos localmente (claro!).
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terça-feira, 29 de abril de 2008
A estória das coisas
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quarta-feira, 5 de março de 2008
Carne X Floresta

75% da área desmatada da última floresta tropical brasileira já é ocupada pela pecuária,
cujo rebanho dobrou na última década.
São mais cabeças de gado que brasileiros.
Veja mais aqui.
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quarta-feira, março 05, 2008
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Calcule o seu consumo de Água Virtual

15 mil litros de água é quanto consome a produção de 1kg de carne de boi. 4,800 litros para 1kg de carne de porco. 1 mil para 1 de trigo. 900 para 1 de milho. Isso, de acordo com o projeto gráfico do alemão Timm Kekeritz com dados do Water Footprint of Nations de 2004.
Para dados mais recentes, vá ao The Water Footprint, onde você também encontra até uma calculadora para verificar o quanto você consome de água.
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terça-feira, fevereiro 26, 2008
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Os bois que pastam árvores

do Blog do Planeta
A estatística é assustadora: um em cada três bifes consumidos no país veio da região Norte. Para os carnívoros natos é dificil aceitar. Mas, pesquisadores afirmam que o preço cobrado pelo aumento do consumo nacional de carne tem sido a derrubada da Amazônia. Para constatar essa realidade basta dar uma volta pelas grandes rodovias que cortam a floresta, onde as árvores sumiram e restou um horizonte infinito de pastos. O assunto foi discutida no ano passado pela revista Época, e voltou a ser foco de debates nessa semana.
O relatório O Reino do Gado, produzido pela ong Amigos da Terra, já causou polêmica em todo o mundo. A questão principal são os empréstimos de bancos nacionais que estariam "patrocinando" o aumento descontrolado do gado, e conseqüentemente mais desmatamento. A falta de critérios para recuperação dos 70 milhões de hectares de pastos abandonados também é outro ponto levantado pela ong. Enquanto a polêmica segue, fica a pergunta que não quer calar. Quem está disposto a reduzir o seu consumo de carne para salvar a Amazônia?
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Fighting Fat and Climate Change
By Seth Borenstein, HuffingtonPost.com. Posted December 7, 2007.
We can attack both problems by cutting calories and carbon dioxide at the same time.
America's obesity epidemic and global warming might not seem to have much in common. But public health experts suggest people can attack them both by cutting calories and carbon dioxide at the same time.
How? Get out of your car and walk or bike half an hour a day instead of driving. And while you're at it, eat less red meat. That's how Americans can simultaneously save the planet and their health, say doctors and climate scientists.
The payoffs are huge, although unlikely to happen. One numbers-crunching scientist calculates that if all Americans between 10 and 74 walked just half an hour a day instead of driving, they would cut the annual U.S. emissions of carbon dioxide, the chief greenhouse gas, by 64 million tons.
About 6.5 billion gallons of gasoline would be saved. And Americans would also shed more than 3 billion pounds overall, according to these calculations.
The Centers for Disease Control and Prevention is considering public promotion of the "co-benefits" of fighting global warming and obesity-related illnesses through everyday exercise, like walking to school or work, said Dr. Howard Frumkin, director of the CDC's National Center for Environmental Health.
"A simple intervention like walking to school is a climate change intervention, an obesity intervention, a diabetes intervention, a safety intervention," Frumkin told The Associated Press. "That's the sweet spot."
Climate change is a deadly and worsening public health issue, said Frumkin and other experts. The World Health Organization estimated that 160,000 people died in 2000 from malaria, diarrhea, malnutrition and drownings from floods -- problems that public health and climate scientists contend were worsened by global warming. Officials predict that in the future those numbers will be higher.
The American Public Health Association, which will highlight the health problems of global warming in April, is seeking to connect obesity and climate change solutions, said executive director Dr. Georges Benjamin.
"This may present the greatest public health opportunity that we've had in a century," said University of Wisconsin health sciences professor Dr. Jonathan Patz, president of the International Association for Ecology and Health.
The key is getting people out of the car, Patz and Frumkin told the public health association at its annual convention. Reducing car travel in favor of biking or walking would not only cut obesity and greenhouse gases, they said, it would also mean less smog, fewer deaths from car crashes, less osteoporosis, and even less depression since exercise helps beat the blues.
In a little-noticed scientific paper in 2005, Paul Higgins, a scientist and policy fellow with the American Meteorological Society, calculated specific savings from adopting federal government recommendations for half an hour a day of exercise instead of driving.
The average person walking half an hour a day would lose about 13 pounds a year. And if everyone did that instead of driving the same distance, the nation would burn a total of 10.5 trillion calories, according to the scientist, formerly with the University of California at Berkeley. At the same time, that would cut carbon dioxide emissions by about the same amount New Mexico produces, he said.
"The real bang for the buck in reducing greenhouse gas emissions was from the avoided health expenses of a sedentary lifestyle," said Higgins.
But it's not just getting out of the car that's needed, said Dr. Robert Lawrence of the Johns Hopkins School of Public Health. A diet shift away from heavy meat consumption would also go far, he said, because it takes much more energy and land to produce meat than fruits, vegetables and grains.
Recent studies support that argument. Last year the United Nations Food and Agriculture Organization reported that the meat sector of the global economy is responsible for 18 percent of the world's greenhouse gas emissions. Much of that is indirect, including the fertilizer needed to grow massive amounts of feed for livestock, energy use in the whole growing process, methane released from fertilizer and animal manure, and transportation of the cattle and meat products.
Similar calculations were made in a study in September in the medical journal Lancet.
The average American man eats 1.6 times as much meat as the government recommends, Lawrence said. Some studies have shown eating a lot of red meat is linked to a higher risk for colon cancer.
As for fighting obesity and global warming by walking and cycling, don't expect people to do it easily, said Kristie Ebi. She's a Virginia public health consultant and one of the lead authors of the Intergovernmental Panel on Climate Change report.
Citing the decades-long effort to curb smoking, she said, "It turns out changing people's habits is very hard."
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quarta-feira, dezembro 12, 2007
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Eating Vegetarian Is Taking Global Warming Personally
By Kathy Freston, HuffingtonPost.com.
If you want to decrease your carbon footprint, you can start with your dinner plate
After the tradition of Thanksgiving overindulgence, wouldn't it be nice if we had a good reason other than vanity to start eating healthfully, some other incentive to help us get on a better track in the wellness arena? Luckily, the United Nations just gave us one.The U.N.'s latest report on global warming has bad news and good news. On the downside, a lot of scary stuff is heading for us at breakneck speed. On the upside, we still have time to do something about it -- and one thing we can all do is actually fun and delicious.
The Intergovernmental Panel on Climate Change, a panel of thousands of the world's top climate scientists, has described the existence of human-caused global warming in its final assessment report as both "unequivocal," and as having "abrupt and irreversible" effects on global climate. Worse still, these effects are coming stronger and faster than expected in the panel's last report just six years ago. Alarmingly, some effects that had been predicted to arrive decades from now are already here.
The report warns that hundreds of millions of people are threatened with starvation, flooding, and weather disasters. Rain-fed crop production will fall by half, a quarter of the world's species will go extinct, and arctic ice will completely disappear during the summer. We will see more deadly heat waves, stronger hurricanes, and island nations completely obliterated from the map by rising sea levels.
And the good news is...?
Fortunately, there's still time to save ourselves -- but not very much time. The U.N. says point blank: "immediate action is vital." According to the report, we have just a few more years left to avoid the worst effects of global warming.
A problem of such scale will require governments, industries, and private citizens to work together to address what many believe to be the greatest challenge of our time. As with most solutions, the approach must be varied and come from all angles to really make the kind of quantum difference that is necessary. Here's but one -- albeit one of the most powerful -- way to add to the momentum of a turnaround: eat a plant based diet. Give up eating animals and go vegetarian. Seriously.
A U.N. report from just this past November found that a full 18 percent of global warming emissions come from raising chickens, turkeys, pigs, and other animals for food. That's about 40 percent more than all the cars, trucks, airplanes, and all other forms of transport combined (13 percent). It's also more than all the homes and offices in the world put together (8 percent).
So, one of the simplest and most elemental (and most delicious) things you can do to decrease your carbon footprint is to choose a veggie burger over a hamburger, "un-chicken" patties (try Garden Protein, the new and much talked about faux chicken/turkey) over actual chicken, or some grilled Portobello mushrooms with marinated tofu (I swear it's really good!). Order the vegetarian option whenever you go out to a restaurant -- and ask everywhere you go that they expand the vegetarian section on their menu, since it's good for owners of restaurants, hotels, airlines, etc. to know that there is consumer interest for tasty plant-based entrees.
I'm all for participating in the myriad things we can do to assist turning back the tide on human-made global warming: writing to a corporation about being environmentally responsible, turning off unnecessary lights and keeping the heat or a.c. on "low", voting for the politicians who will lead us into cleaner living, and driving a smaller more fuel efficient car. But on an ongoing more fundamental level, we can make a huge shift by simply eating differently. Being vegetarian is being green.
Eating a plant-based diet isn't just kind to animals and good for your health (and waistline!), it is also the single most effective thing you can do to reduce your carbon footprint.
We can each think creatively about how to use our roles in our families, jobs, and social circles, and join as part of the solution to this serious global threat.
With so much at stake, it's the least we can do. After all, the U.N. says there's still time if we act now. Surely that's something to be thankful for.
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terça-feira, dezembro 04, 2007
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Campanha de ex-mulher de McCartney liga carne a efeito estufa
da BBC
A Organização Não-Governamental Viva! lançou nesta semana a campanha "HOT!" (quente, em tradução literal) para convencer mais pessoas a deixar de comer carne – como forma de combater o aquecimento global.
À frente da campanha está a ex-mulher do astro Paul McCartney, Heather Mills, uma das líderes do grupo e que aparece nos cartazes e out-doors, inclusive em uma brincadeira com o fato de ela não ter uma perna.
"You haven't got a leg to stand on!" (você não tem uma perna para te sustentar, em tradução livre) – é o que diz um dos cartazes, endereçado a pessoas e organizações que se consideram ambientalistas, mas não são vegetarianas.
Em outro cartaz ela aparece diante de terras desertificadas ao lado da mensagem "Hey Meaty! You're making me so hot!" (ei, carnívoro, você está me deixando tão quente!, em tradução livre).![]()
A campanha é baseada em estatísticas publicadas em um relatório da agência de Alimentação e Agricultura da ONU e em um estudo da própria ONG Viva!.
Efeito estufa
De acordo com os estudos, a criação de gado para corte e laticínios é a segunda atividade que mais emite gases do efeito estufa, atingindo 18% do total.
A propaganda compara este número com as emissões combinadas de todos os meios de transporte, que ficariam em 13,5% do total.
"Essas atividades são a maior causa de extinção de florestas e de desmatamento de florestas: 70% da Amazônia desmatada é usada como pastagem e os outros 30% para o cultivo de forragem para animais", diz a campanha da Viva!
Nas palavras de Heather Mills, a criação de animais para abate e laticínios "é hoje uma das maiores ameaças ao nosso planeta".
A ex-modelo está no meio de um processo de separação de McCartney, com quem teve uma filha, e recentemente acusou a imprensa de tratá-la pior do que pedófilos e assassinos.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
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quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Uma questão de embalagem
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quarta-feira, setembro 05, 2007
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Estudo diz que pecuária desmata a Amazônia, e não a soja
Cibelle Bouças e Bettina Barros para Valor
É a pecuária, e não a soja, a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia. É isso o que diz um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) e que vai ser utilizado como base pelo Ministério da Integração Nacional para definir o planejamento territorial na região.
"A gente fica batendo na tecla errada, esquece o efetivo responsável e acaba adotando políticas públicas erradas", afirma Julio Miragaya, autor do estudo e coordenador-geral de Planejamento e Gestão Territorial (CGPT), ligado ao Ministério da Integração Nacional. "O fantasma da Amazônia não é a soja, é a pecuária".
Clique aqui para ler a matéria completa.
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quarta-feira, setembro 05, 2007
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Marcadores: Meio Ambiente
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Resistir é preciso!
Um girassol cresce em meio a uma área desértica em Cuenca, Espanha. Após uma semana de árduas negociações sob patrocínio da ONU em Viena, os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto não conseguiram ainda chegar a um acordo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2012. Foto: Pedro Armestre/AFP
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segunda-feira, setembro 03, 2007
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Direitos Animais é uma questão ambiental
Por Jaqueline B. Ramos* para Envolverde
Todos os anos os ativistas de direitos animais dos Estados Unidos e alguns representantes de outros países se reúnem numa conferência para trocar idéias e discutir os avanços do movimento de defesa dos animais. Trata-se da Animal Rights, evento idealizado há 15 anos pela organização sem fins lucrativos FARM (Farm Animal Reform Movement). Este ano a conferência foi realizada na cidade de Los Angeles entre os dias 19 e 23 de julho e os cerca de 1000 participantes discutiram questões que foram além das estratégias de ações de defesa, campanhas e vegetarianismo/ veganismo no âmbito de ações de exploração covardes cometidas contra os animais. Conclui-se que além de ser uma prática ética em relação aos bichos, Direitos Animais é uma questão ambiental.
Em tempos de manchetes sobre aquecimento global, já foi amplamente divulgado o fato de que a pecuária e todos os outros processos que geram produtos de origem animal são grandes vilões do meio ambiente por conta da devastação de florestas, alto consumo de cereais e desperdício e poluição das águas. Leitura completa aqui.
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quarta-feira, agosto 29, 2007
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