sábado, 13 de dezembro de 2008

Eventos

EVENTOS VEGetariANOS – RIO DE JANEIRO:

Evento:

1) JANTAR BENEFICENTE DE NATAL

Data:

13 de dezembro de 2008 (Sábado).

Horário:

das 18:00 às 21:30 hs

Local:

RESTAURANTE REFEITÓRIO ORGÂNICO

Rua 19 de fevereiro, 120 (próximo ao metrô estação Botafogo).

Informação:

Tel.: (21) 2537-0750

Organização:

www.sosfelinos.org.br

www.gentilezavegana.blospot.com

Valor: R$ 19,80 - BUFFET LIBERADO (BEBIDAS À PARTE).

Parte da renda será doada para ( R$ 7,80 de cada R$ 19,80) para "SOS FELINOS, CANINOS & OUTROS"

"ANA DE BOTAFOGO"

Levem também suas doações como remédios (de Pet Shop e de uso Humano, mesmo que abertos e com a validade vencendo), comedouros e vasilhas, caminhas, caixas transportadores, etc.

Ajuda também quem se interessar em adotar um dos Animais dos abrigos, que estão no aguardo de um lar harmonioso com um tutor amoroso e responsável. Conversem com a Rosely e com a Ana no dia do Jantar.

Levem a Família e os Amigos!

Evento:

2) LUAU NATAL - VEGETARIANO

Data:

15 de dezembro de 2008 (2ª feira).

Horário:

das 19:00 hs

Local:

Praia Vermelha – Rio de Janeiro – RJ (próximo da estação do bondinho do Pão de Açúcar)

Informação:

Tel.: (21) 2537-0750

Organização:

www.sosfelinos.org.br

www.gentilezavegana.blospot.com

Além da fogueira, o Paravioma, dos Hare, fará a cerîmônia do fogo.

Cada um leva comida Vegana ou frutas (frescas ou secas), suco.

Uma boa proposta é cada um levar seu copo e pratos, para evitarmos os descartáveis.

Fixaremos as nossas faixas no local. Não esqueçam de levar canga ou algo para sentar e colocar as comidas.

Evento:

3) Campanha ULA – Natal com mais vida.


Em Campo Grande – RJ:

13/12 - sáb:

Calçadão de Campo Grande - a partir das 10h

14/12 - Dom:

Em frente ao West Shopping - a partir das 15h


Em Bangu – RJ:

20/12 - sáb:

Calçadão de Bangu - a partir das 10h

Organização:

ULA! - União Libertária Animal

Pelo Fim da Exploração e Banalização da Vida Senciente

www.uniaolibertariaanimal.com

Neste fim de ano, a União Libertaria Animal, estará promovendo a campanha Natal com Mais Vida, onde serão abordadas as principais problemáticas decorrentes das festas de fim de ano, em relação aos animais.

Serão apresentados os temas de Alimentação (alternativas éticas, saudáveis e sem crueldade animal) e Animais Domésticos (abandono, compra, adoção e guarda responsável).

Os ativistas realizarão manisfestações na zona oeste do Rio, com faixas, cartazes, panfletagem, distribuição de brindes libertários e degustação de panetone vegano.

Neste Natal:

- Não Celebre a Vida com a morte de inocente em sua mesa. Inove na ceia!

- Animal não é brinquedo. Não os dê de presente. Adote um animal carente!

- Não abandone para viajar. Ele também quer festejar!

Divulgação do cartaz:

http://www.uniaolibertariaanimal.com/images_divulgacao/cartaz_natal.jpg

Evento:

4) 34ª. Campanha de Adoção do SOS Vida Animal – Campanha de Natal.

Data:

13 de dezembro de 2008 (Sábado).

Horário:

das 10:00 às 16 hs

Local:

Praça Edmundo Bitencourt - Bairro Peixoto - Copacabana.

Informação:

Tel.: (21) 2537-0750

Organização:

www.familiaauquimia.org
www.familiaauquimia.blogspot.com
www.fotolog.com/familia_auquimia
Eu amo a Associação Casa do Cão e Gato-ACCG!
www.casadocaoegato.com.br

Venha conhecer de perto o trabalho!

Adote um focinho do SOS Vida Animal!

Todos os animais são doados castrados, vacinados e vermifugados!

Nesta Campanha haverá venda de alguns produtos do SOS Vida Animal:

Calendários 2009 - imperdível, lindos!

Camisas e camisetas do SOS Vida Animal

Adesivos para Carro (vidro e lataria)

Compre os produtos e ajude a fazer um Natal melhor para os nossos focinhos!

Doe:

Areia higiênica, Ração para cães e gatos (adultos e filhotes), Itraconazol, Doxiciclina, Amoxicilina + Clavulanato de Potássio, Vermífugo para cães e gatos (adultos e filhotes), Capstar, Frontline, Citoneurim, Maxicam, Baytril, Dorless, Trofodermin (pomada), Produtos de limpeza, Jornais e sacos plásticos, Produtos Pet, mesmo usados, Shampoos.

Equipe SOS Vida Animal

http://www.sosvidaanimal.com.br

http://blog.sosvidaanimal.com.br

Informações pelo e-mail: adote@sosvidaanimal.com.br

Evento:

5) XXII CAMPANHA DE ADOÇÃO

PET ESPERANÇA e ABRIGO DA SERRA

Data:

14 de dezembro de 2008 (Domingo).

Horário:

das 10:00 às 16 hs

Local:

Praça Edmundo Rego, Grajaú/ Rio de Janeiro-RJ.

Informação:

Thereza (21) 8877-8790

Organização:

http://petesperanca.blogspot.com
abrigoeliane@gmail.com ou Lísia (21 ) 8893 2714
www.abrigodaserra.com.br

www.fotolog.com/therossi

www.fotolog.com/pet_esperanca

Mesmo que não possa adotar, você pode ajudar doando:
- ração (qualquer quantidade e marca)
- vermífugos e medicação em geral (mesmo já aberto)
- potes, comedouros, roupinhas, caminhas, toalhas, lençóis, cobertores, coleiras (mesmo já usados).
- jornal
Ou ainda, participando como voluntário da Campanha!!!

Vários fofinhos estarão aguardando pela chance de encontrar uma família responsável e amorosa! ADOTE!!!! Para adotar, é preciso levar cópia de documento de identidade e de comprovante de residência.

Evento:

6) PET BOAS FESTAS NO ATERRO DO FLAMENGO

Data:

14 de dezembro de 2008 (Domingo).

Horário:

Início às 9h e Concurso às 11h

Local:

- PARQUE DO FLAMENGO (ENTRE AS RUAS DOIS DE DEZEMBRO E BUARQUE DE MACEDO)

Informação:

Andréa Lambert

Organização:


Compareça adote um cão ou gato ou simplesmente faça uma doação de ração, medicamentos, cobertores e produtos de limpeza para ajudar os animais! www.gatosdocampodesantana;kit.net

PREMIAÇÃO DO PET BOAS FESTAS- - Só terá o Concurso Temático

FICHA DE INSCRIÇÃO - Pode ser Pega nas Pets e Veterinárias do Flamengo, Laranjeiras, Catete e Botafogo

- DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS PET.

Evento:

7) BRAHMA KUMARIS –Painel Viver com Dignidade

Data:

14 de dezembro de 2008 (Domingo).

Horário:

das 18:30 hs

Local:

Av. N.S.Copacabana, 103 salão 204

Informação:

Tel.: (21) 2275-7693

Organização:

Site nacional: www.bkumaris.org.br

Celebração do 60º aniversário da

Declaração Universal de Direitos Humanos

Participação:

- Leonardo Brandão, advogado, ex-subsecretário de direitos humanos da Prefeitura de Niterói.

- Tereza Cristina Bernardes, educadora ambiental, instrutora de cursos

da Brahma Kumaris.

Evento:

8) ESPAÇO CORPO DE MENTE

9º Encontro de Mantras e Sat Sanga

Data:

13 de dezembro de 2008 (Sábado).

Horário:

das 10 hs

Local:

Rua Justiniano da Rocha 137 - Vila Isabel

Informação:

Tel.: (21) 2567-7535 / 2567-7541

Organização:

www.espacocorpomente.com.br

espaco@espacocorpomente.com.br

Todos os participantes deverão levar flores e frutas.

Evento gratuito.


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EVENTOS VEGetariANOS – FORA DO RIO:

Evento:

1) em SP

III Edição do Bazar Vegano de Final de Ano

Data:

14 de Dezembro de 2008 – Domingo

Horário:

das 10 às 19 hs.

Local:

Rua Condessa de São Joaquim, 215 – São Paulo - SP

(Próx ao metro São Joaquim)

Informação:

veganas@gmail.com

Apoio:

www.culinariavegetariana.com
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=77396029

Todos os produtos a vendas são veganos.
Lembrando que quem comprar os produtos das ONG´s presentes lá
estarão ajudando os animais que precisam muito de ajuda!

Mapa de como chegar em:
http://www.culinariavegetariana.com/bazar2008.htm


Roupas, acessórios, cosméticos, livros, artesanato,
Praça de Alimentação Vegana.

Presença de ONGs de proteção e direitos animais


Alguns expositores já confirmados:

- Mundo Miau - bijoux - http://www.mundomiau.com/
- Bottons Atack - Bottons, dvd´s, livros, absorventes ecologicos - http://bottons.multiply.com/
- Siunka - Camisetas e acessórios - www.siunka.com
- Culinaria Vegetariana - Livros, chocolates -
www.culinariavegetariana.com
- Toca dos Gatinhos - bijoux -
http://www.toca.gatinhos.nom.br/
- Surya - cosméticos - http://www.suryacosmetics.com/
- Rancho dos gnomos - suco de uva, farofa de soja - http://www.ranchodosgnomos.org.br/
- Sampamazonia - cosméticos e artesanato- http://www.sampamazonia.com.br/contato.html
- Oh maria - Bolsas e acessórios - www.ohmaria.com.br
- Violet shop - acessórios -
http://www.flickr.com/photos/violetah
- Instituto Nina Rosa - Camisetas, dvd´s, livros - www.ninarosa.org
- Pea - camisetas e acessórios -
www.pea.org.br
- Ativismo.com - camisetas e livros - www.ativismo.com
- Blousnii - artesanato e cosméticos -
http://www.blousnii.com.br
- Taratatum - calças e roupas xadrez - www.fotolog.com/taratatum
- Azul Banana - Roupas


Na Praça de Alimentação:
Bolos Mamute
Yakissoba do Diogo
Samosas da Marisa
Docinhos e panetones Mama Vegan
Hamburgers e esfihas Lar Vegetariano
Bolos e cookies da Lori e Heather
Chocolates da Ana Maria
Sucos e mupys!


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ENCHENTE DE SANTA CATARINA:

Enchente de Santa Catarina:

Seguem algumas informações que recebemos, para os animais de Santa Catarina! Várias Ongs estão se mobilizando para os resgates dos animais.

Para os humanos, as doações no RJ, devem ser entregues à Defesa Civil. No caso de grande quantidade de doações contato com a Defesa Civil (tel: 199), será enviado um carro oficial para a retirada.

Postos de arrecadação no Rio de Janeiro – enchente em SC.

Podemos procurar os postos de arrecadação com ração e ver o que eles fazem, vamos começar um movimento e tentar que torne uma norma arrecadar doações para animais também
QUARTÉIS QUE RECEBERÃO DOAÇÕES:

· GOCG - Grupamento Opercional do Comando Geral - Pça. da República, 45 - Centro - RJ;

· 1º GBM - Humaitá - Rua Humaitá, 126;

· 2º GBM - Méier - Rua Aristides Caire, 56;

· 3º GBM - Niterói - Rua Marquês do Paraná, 134 - Centro;

· 4º GBM - Nova Iguaçú - Av. Governador Roberto da Silveira, 1221 - Posse;

· 8º GBM - Campinho - Rua Domingos Lopes, 336;

· 11º GBM - Vila Isabel - Rua 8 de dezembro, 456;

· DBM 2/11 - Grajaú - Rua Marechal Jofre, 80;

· 12º GBM - Jacarepaguá - Rua Henriqueta, 99 - Tanque;

domingo, 30 de novembro de 2008

A moda do vegetarianismo – e seus riscos

Da Época
Entenda quais são os perigos e como é possível manter uma vida saudável com uma dieta exclusivamente vegetariana
José Antonio Lima

Quando deu uma entrevista à ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), em abril, o ex-Beatle Paul McCartney causou furor. Segundo ele, uma das principais medidas que uma pessoa pode tomar para ajudar a combater o aquecimento global, e por tabela o sofrimento dos animais, alvo do Peta, é se tornar vegetariano. Para McCartney, as quantidades de água e terra usadas na produção de carne tornam a pecuária uma das maiores culpadas pelas mudanças climáticas. Como o músico, muitas outras celebridades, como os atores Richard Gere e Brad Pitt, por exemplo, têm adotado o vegetarianismo, um tipo de mudança de hábito que vem crescendo, como comprova o número cada vez maior de produtos vegetarianos que aparecem nos supermercados e de restaurantes naturais – alguns de chefs renomados – que são montados nas cidades brasileiras.

a
FAMOSOS
Vegetarianos convictos, o ator de Hollywood Richard Gere (à esq.) e o ex-Beatle Paul McCartney fazem lobby por esse tipo de comportamento para salvar o planeta

Para deixar de lado a carne vermelha, considerada a maior vilã tanto em termos de danos ao ambiente quanto de saúde, e outras carnes, no entanto, é preciso ter cuidado para não desequilibrar a alimentação. "O importante é saber que tanto quem come carne quanto os vegetarianos podem ter problemas de saúde por conta de deficiências na alimentação", diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, o aumento do número de produtos e restaurantes naturais reflete uma quantidade crescente de pessoas que optam por uma dieta vegetariana, ou parcialmente vegetariana. "As pessoas evocam filosofia de vida, questões culturais e religiosas e medo de doenças cardiovasculares para reduzir o consumo de carne", diz.

Quem não liga para o destino do gado ou para o aquecimento global tem nas doenças cardiovasculares um motivo para diminuir a ingestão de carne vermelha. Responsáveis pela morte de 32% dos homens e 27% das mulheres, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde em outubro, as doenças cardiovasculares têm entre suas causas o acúmulo de acido úrico e colesterol, gerados pelo consumo em grande quantidade de proteínas animais, presente nas carnes. "O recomendado é ingerir carnes vermelhas duas ou três vezes por semana, intercalando com carnes brancas”, diz Soares.

Como abandonar a carne vermelha

a
SEM CARNES
É preciso ter atenção para manter uma dieta completamente vegetariana

Reduzir a ingestão de carne vermelha não é uma tarefa fácil num país onde o consumo de carne bovina passa de 37 quilos por pessoa por ano. A saída mais simples é aumentar o consumo de carnes como as de frango e peixe. Mas quem faz isso não é considerado um vegetariano. Para tanto, é necessário cessar completamente a ingestão de todo o tipo de carne. Assim, a forma mais segura de rumar ao vegetarianismo é optar por uma dieta ovolactovegetariana, que inclui, além dos vegetais, pratos à base de derivados de leite e ovos. “Assim a pessoa não ficará sem as proteínas animais presentes nas carnes”, diz Soares.

A opção mais radical de vegetarianismo é o veganismo, uma filosofia que vem crescendo em todo o mundo e que proíbe seus seguidores de comer e usar qualquer produto de origem animal. O endocrinologista da Unifesp lembra que muitas pessoas que adotam esse tipo de comportamento, também conhecido como vegetarianismo restrito, substituem as carnes pela carne de soja, o que pode trazer carências nutricionais.

"A soja é o alimento que mais se aproxima da carne pela quantidade de aminoácidos que possui, mas ela não substitui totalmente a carne por falta de proteínas animais", explica. Segundo Soares, nesses casos é preciso recorrer a suplementos alimentares, como o de vitamina B12, presente apenas em produtos de origem animal. "A falta dessas proteínas e vitaminas pode causar problemas como anemia, queda de cabelo e fraqueza muscular".

Alerta: o vegetarianismo restrito não é para crianças

De acordo com Soares, a opção pelo vegetarianismo tem atraído principalmente os jovens, e muitos deles tentam transmitir esses valores para seus filhos, o que pode ser perigoso caso a opção da dieta seja muito radical. "O vegetarianismo restrito é totalmente contra-indicado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos", diz. Ele explica que a falta de proteínas animais pode prejudicar muito o crescimento e o desenvolvimento da criança e trazer problemas como alterações funcionais nos órgãos.

Quando os ideais da família são intransponíveis e os pais desejam criar seus filhos com valores vegetarianos restritos, a solução é se preparar para cuidar diariamente de todos os detalhes da alimentação diária das crianças. "Nesses casos é preciso procurar conselho médico para evitar prejuízos para a vida da criança".

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Deveríamos parar de comer carne?

Superinteressante, abril de 2002

Câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico... Afinal, será que você deveria virar um vegetariano?

Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.

Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e – não menos importante – do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.

O que é a carne?

A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.

Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas – de até 4 centímetros – e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.

Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.

A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido – o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha – isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

Números, números, números

Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.

Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Todos os tipos de vegetarianos

Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.

Ovolactovegetarianos

Não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados. Em geral, quando alguém diz que é "vegetariano", é essa dieta que ele segue.

Lactovegetarianos

Provavelmente o mais numeroso dos grupos, já que essa dieta é predominante no sul da Índia – por razões religiosas. Nada de carne, mas leite e derivados estão liberados. O ovo é terminantemente proibido, por conter a "vibração da vida".

Vegans

Não consomem nada de origem animal: carne, ovos, leite, mel. Roupas de couro, lã e seda também estão proibidas.

Semivegetarianos

Aquelas pessoas que afirmam ser vegetarianas, mas abrem exceções para peixes ou aves. São vistos com desdém pelos outros grupos. A principal razão para essa dieta, que recusa só a carne vermelha, é o cuidado com a saúde.

Macrobióticos

Dieta tradicional japonesa, que pode ser vegan, ovolactovegetariana ou incluir peixe. Há várias restrições – a dieta acompanha as estações do ano, o cardápio tem que incluir uma árvore toda, da semente ao fruto. Como foi elaborada no Japão, a macrobiótica não contempla a realidade brasileira (as estações do ano, por exemplo, são diferentes aqui). Isso pode levar a deficiências alimentares.

Crudivorismo

Só comem vegetais crus. É preciso cuidado com essa dieta, porque ela exclui os grãos, que são as melhores fontes de proteína e ferro dos vegetarianos. Há risco de desnutrição.

Frugivorismo

Os frugivoristas não só rejeitam carne, como evitam machucar ou matar vegetais. Por isso, comem apenas aquilo que as plantas "querem" que seja comido: frutas e castanhas. Consideram o consumo de folhas, caules e raízes uma violência. A dieta não é das mais saudáveis, já que é pobre em proteínas e em minerais.

Carne faz mal?

Quem come mais carne – especialmente carne vermelha – tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.

Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.

Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como "dogma". Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo – isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.

A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. ("Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares", afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo "mais carne, mais ataques cardíacos".

Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.

O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena – um fator entre muitos.

Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai – essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.

Dá para viver sem carne?

Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra deve ser seguida a não ser que os pais saibam muito bem o que estão fazendo, conheçam as propriedades de cada alimento e – não menos importante – que a criança queira.

Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde – ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.

Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre – todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais. Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à Super que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.

Já para os vegans, a palavrinha mágica é "soja". Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. "Afinal, você é feito de carne", diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.

Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. "Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes", diz o nutricionista vegan George Guimarães.

Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra "fortificado" no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.

Samos vegetarianos por natureza?

Não. "O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros", afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Ou seja, nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne. Somos como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores. E diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme (se você também tem uma, por favor não tome isso como uma comparação). Os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes. A barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.

Walter afirma que, num passado longínquo, nos alimentávamos como chimpanzés. Mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos. Assim, nossa ingestão de proteína animal aumentou demais. "Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande", diz Walter. O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso. Hoje, de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar. Sem o aumento na ingestão de carne, isso jamais seria possível.

Mas, na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos. Conhecidos como Paranthropus, eles tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores – há um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.

O Paranthropus se extinguiu há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque sua dieta mais restritiva o atrapalhou na competição com nossos ancestrais generalistas. Nossos primos vegetarianos deviam ser muito menos espertos que seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. "Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro", diz Walter.

Quer dizer que precisamos comer carne para raciocinar? Não. Há 2,5 milhões de anos era assim porque não sabíamos plantar e nossa dieta quase não incluía plantas protéicas. Os únicos vegetais que comíamos eram frutas, folhas e raízes. Hoje, é possível ter uma dieta rica em proteínas sem carne.

Vaca, a onipresente

Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.

Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disoo, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.

Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia – e não estamos falando só de bife à parmegiana. A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno – da maria-mole ao chiclete. Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

O planeta precisa de carne?

Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. "Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir", diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas – não, isso não é uma piada – estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Como vimem - e morrem - os animais

Boi

No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. "O manejo no Brasil é muito bruto", diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.

Não existe aqui no Brasil a produção de vitela – carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite – a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. "A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro", afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.

Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. "O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos", diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.

Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse ("Matadouro", inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. "Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente", afirma Mateus Paranhos.

O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

Galinhas

Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.

A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.

Porcos

Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. "São confinados do nascimento ao abate", diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.

Patos e gansos

Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.

E o que fazer a respeito

Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. "Os vertebrados sentem dor", diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.

Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol – um desinfetante natural –, comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui "ovos da galinha feliz" pela região de Campinas e em São Paulo. "Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem", diz Marcelo Minutti, gerente da granja, "são mais saborosos e não contêm substâncias químicas."

Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha "garantia de origem", só de produtos feitos com essa preocupação.

Os bois certificados com "garantia de origem" são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. "Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos", diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.

A vaca e a humanidade

A criação de gado foi uma das maiores forças ditando os rumos da humanidade. Essa é a opinião do escritor Jeremy Rifkin, ativista polêmico, vegetariano convicto e pesquisador competente – um dos maiores críticos da biotecnologia e, por tabela, um dos maiores inimigos do establishment científico. Rifkin, em seu Beyond Beef ("Além da carne", sem versão em português), mostra que devemos muitas coisas importantes ao hábito de criar vacas para matar. Veja algumas delas:

Deus

Algumas das primeiras pinturas nas cavernas representavam vacas. Devemos à carne nossas primeiras manifestações artísticas e, possivelmente, a origem das nossas religiões – essas pinturas são o primeiro registro de uma humanidade preocupada com o mundo espiritual, acertando as contas com os animais que matava.

Diabo

As tribos nômades de cavaleiros que habitavam a Eurásia há 6 000 anos juntavam gado selvagem e o criavam nos pastos naturais. Esses pastores cultuavam um deus-touro, chamado Mithra, símbolo da força, da masculinidade, do poder. A necessidade de pastos novos a cada vez que acabava o antigo fazia deles expansionistas por natureza e, no início da era cristã, eles já tinham se espalhado da Índia a Portugal. Com isso, o culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano. Para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra – 25 de dezembro. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.

Grandes navegações

Na Idade Média, a carne raramente era fresca e, por isso, havia muita demanda de temperos para disfarçar o sabor. Ao mesmo tempo, tinham se esgotado os pastos da Europa – não havia mais para onde levar os rebanhos crescentes. Resultado: os europeus caíram no mar em busca de um caminho para as especiarias indianas e de espaço para soltar os bois. Acharam mais espaço do que imaginavam: a América. Hoje, Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Argentina têm alguns dos maiores rebanhos do mundo.

Conquista do Oeste

Em 1870, boa parte dos Estados Unidos tinha se transformado em pasto. Mas havia um obstáculo para a expansão. Os campos do oeste americano estavam tomados por hordas de búfalos, que serviam de caça para as tribos indígenas. O governo americano não queria os búfalos, difíceis de manejar, e temia os índios. Adotou, então, uma solução simples: matar os búfalos e, assim, deixar os índios sem comida. É assim que Rifkin resume a heróica "conquista do Oeste".

Naquela década, matar búfalo foi o que mais se fez na região. Havia "excursões turísticas" nas quais um trem emparelhava com manadas e os passageiros começavam a atirar. As carcaças eram abandonadas ao longo da ferrovia. Cowboys como Buffalo Bill se tornaram lendários por matar até 40 búfalos numa caçada. Em dez anos, as manadas, que eram tão grandes que levavam horas para passar, sumiram. Em 1881, a tradicional Dança do Sol da tribo kiowa foi adiada por dois meses porque os índios não conseguiam encontrar um só búfalo para o sacrifício ritual. Finalmente, acharam um animal solitário e o mataram. No ano seguinte, não encontraram nenhum.

Indústria moderna

No final do século XIX surgiu uma novidade na indústria da carne: a esteira rolante. Em vez de depender de um açougueiro habilidoso, o matadouro podia usar vários funcionários pouco especializados, cada um fazendo um pouco do trabalho, enquanto a carcaça se movia sozinha. Uma "linha de desmontagem". Um dia, um mecânico que vivia em Detroit foi visitar essa linha. Anos depois, esse mecânico admitiria que a indústria do abate foi uma forte inspiração para a sua própria fábrica, batizada em 1903 com seu sobrenome. O nome desse mecânico? Henry Ford.

Agora é com você. O que vai ser? Brócolis ou cheeseburger?

Na livraria:

Beyond Beef, Jeremy Rifkin, Plume, Estados Unidos, 1993

Slaughterhouse, Gail A. Eisnitz, Prometheus, Estados Unidos, 1997

País Fast Food, Eric Schlosser, Ática, São Paulo, 2002

O Homem que Comeu de Tudo, Jeffrey Steingarten, Companhia das Letras, São Paulo, 2000

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Bióloga da USP denuncia tráfico de animais destinados à produção de remédios

Da EFE
Madri, 1 nov (EFE).- A maioria dos animais e plantas tiradosilegalmente do Brasil termina nas mãos da indústria farmacêutica, queelabora produtos com as toxinas geradas por eles, segundo UrsulaCastro de Oliveira, bióloga do Instituto de Ciências Biomédicas daUniversidade de São Paulo (USP).

Ursula estuda há oito anos o tráfico de animais e plantas e, segundoexplicou à Agência Efe, por trás desse negócio se escondem empresas deremédios, pesquisadores "sem escrúpulos" e até "congregaçõesreligiosas".

Aranhas, rãs, sapos e serpentes são escondidos em bagagens falsas oulevados nos corpos dos traficantes, segundo a bióloga.

O veneno de algumas serpentes é usado para tratar a hipertensão, e rãs da Amazônia têm propriedades anestésicas patenteadas por uma multinacional.

Empresas dos Estados Unidos e do Japão possuem direitos sobre certassubstâncias secretadas por sapos e que são utilizadas durante séculospor comunidades indígenas.

Os EUA também detêm a patente de plantas como o rupununine, um derivado da noz de uma árvore que cresce no Brasil e que é usada tradicionalmente por indígenas como remédio natural para doenças cardíacas e neurológicas.

Ursula também destacou o caso do cupuaçu, cujos direitos de exploração pertencem a uma empresa japonesa.

De 5% a 15% dos cerca de US$ 20 bilhões gerados anualmente pelo tráfico de animais e plantas passam pelo Brasil, segundo dados do Governo federal correspondentes a 2006.

Esse contrabando começou na época da colonização, se agravou na décadade 60 e atualmente é um "autêntico abuso", segundo a bióloga da USP.

O tráfico de animais é crime, e a pena varia até 1 ano de prisão, mas Ursula diz que "a fiscalização é falha".

A bióloga trabalha na ONG Iandé, dedicada a denunciar essa situação com a ajuda de outras organizações e universidades, mas se trata de algo "muito difícil" de localizar, pois só se pode investigar quando empresas estrangeiras lançam um novo remédio elaborado com substâncias que provêm de animais brasileiros.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Rio: Eventos vegetarianos!!

1) Dia Mundial VEGANO 01/11/08 – manifestações em Copacabana, Arpoador e Largo da Carioca.

Data: 1º de Novembro de 2008 – Sábado
Horário: a partir das 15 hs.
Local: Praia de Copacabana – em frente ao Copacabana Pálace (a confirmar).

Data: 31 de Outubro de 2008 – 6ª.feira
Horário: a partir das 18 hs.
Local: Largo da Carioca.

Data: 1º de Novembro de 2008 – Sábado
Horário: a partir das 10 hs.
Local: Praia do Arpoador.

Exibição de vídeos referentes aos direitos animais, panfletagens.
Quem puder, levar comida vegana.

2) JANTAR BENEFICENTE - Vegano
Data: 08 de Novembro de 2008 – Sábado
Horário: a partir das 18 hs.
Local: RESTAURANTE REFEITÓRIO ORGÂNICO
Endereço: Rua 19 de fevereiro, 120 (próximo ao metrô estação Botafogo). Tel.: (21) 2537-0750
Valor: R$ 19,80 - BUFFET LIBERADO (BEBIDAS À PARTE).
Organização: http://gentilezavegana.blogspot.com e www.sosfelinos.org.br
Informações: Rosely - 9962-1526
Parte da renda será destinada aos animais dos grupos SOS Felinos, Caninos e outros / Abrigo da Beth / Valeska (protetora voluntária).

Cerca de 500 animais (entre cães e gatos) e outros (aves), todos resgatados, serão beneficiados com a sua presença.
Tragam doações: rações, remédios, jornais, caminhas, coleiras, toalhas, etc.

3) Palestra sobre VEGANISMO – com Bruno Müller
Data: 14 de Novembro de 2008 – 6ª. feira
Horário: 19h30
Local: Studio Surya de Yoga, em Laranjeiras
Endereço: Rua das Laranjeiras, 63 Sobrado (Referência: Próximo ao Largo do Machado e às Lojas Americanas)
Tel: (21) 2205-9971 / 2558-7054

4) Hamburgada VEGAN
Data: 16 de Novembro de 2008 – 6ª. feira
Horário: 12 hs.
Local: Rua Rita Ludolf, 75 – Play – Leblon.
Confirmar presença em: coletivonuvem@gmail.com
Pintura e Música livres
Levar material para pintura e instrumento musical. Quem quiser ajudar, chegar cedo.

5) XVIII Festival Ratha Yatra – Rio de Janeiro
Data: 16 de Novembro de 2008 – Domingo
Horário: concentração às 9 hs.
Local: em frente ao Colégio São Paulo – no Arpoador.
Organização: Centro de Estudos Védicos e Bhakti Yoga
Informações: (21) 3563-1627 - www.harekrishna.com.br

Os grupos VEGetariANOS estarão participando e apoiando o festival.
Após o desfile a festa continuará no Centro de Estudos Védicos, no Itanhangá, com muitas atrações culturais, com show de mantras, dança indiana, etc.

6) NATAL DA PAZ – Praça Saens Pena
Data: 06 de Dezembro de 2008 - Sábado
Local: Rua Conde de Bonfim (pistas fechadas), com saída em frente ao Tijuca Tênis Clube com chegada à Praça Saens Pena.
Horário: 19 h
Organizadores: Subprefeitura da Tijuca + parcerias privadas e apoio da VIII Administração Regional da Tijuca.

O grupo de VEGetariANOS se fará presente com faixas, banners e panfletagens. O evento contará com Papai Noel descendo de "rapel", às 19 hs ao som dos sinos das igrejas mais próximas e canções de natal executadas pelo Coral Tijucanto, logo após, sairemos com o "Desfile de Natal" com a participação de vários grupos de dança e teatro e parceiros de eventos. Além de instituições que trabalhem com crianças e jovens portadores de necessidades especiais, estudantes, projetos sócio-culturais e de saúde e o público em geral.

É solicitado que os participantes compareçam de branco ou de vermelho.

O evento será divulgado no site da Prefeitura, faixas, Diário Oficial Municipal, na mídia local.

Outras informações:Sandra Serrado – Assessora de Eventos da Subprefeitura da TijucaTel: 2571-1342 / 1749 ou 9636-9619 sandra.serrado@bol.com.brsandra.serrado@gmail.com

7) Bazar e Bingo dançante – Clube das Mordidas e SOS Vida Animal – no Humaitá - RJ
Data: 06 de Dezembro de 2008 - Sábado
Local: Humaitá
Organizadores: http://www.sosvidaanimal.com.brhttp://blog.sosvidaanimal.com.br
Contato com Ana Claudia: (21) 8881-2742 ou com o SOS Vida Animal: (21) 9258-8445.
Preço do convite: R$ 10,00 + 1 kg de ração antecipado Ou R$ 12,00 + 1 kg de ração no dia.

Precisam vender 60% dos convites antecipadamente para confirmar a festa nesta data. (A ração deve ser entregue no dia da Festa - A pessoa ganhará um cupom para o sorteio Final) O Clube das Mordidas e o SOS Vida Animal agradecem toda a ajuda que puderem. Os dois grupos estão com dívidas altíssimas e muitos animais para manter.

sábado, 4 de outubro de 2008

1ª ação do Ativeg

São 4 outdoors no Rio de Janeiro:

- R. JOSÉ DO PATROCÍNIO, A A LIGHT, FTE R. CARUAR
- R. PROFº. MANUEL DE ABREU, 100 - ACESSO AO ESTÁDIO MARACANÃ
- R. SAO FRANCISCO XAVIER C/ AV. MAL. RONDON SENTIDO MÉIER
- L. VERMELHA ZONA SUL, PROX A RODOVIA PRES. DUTRA

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Cuidados na adoção

Depois de mais de 20 anos de proteção animal, me sinto na obrigação de alertar os protetores que começaram há pouco a dura mas gratificante ação de cuidar do bem estar animal.

Tenho visto de tudo. E gostaria de não ter visto muita coisa.

A adoção é algo que me preocupa, pois vejo em alguns casos, como se o animal fosse uma "batata quente”. Doa-se sem fazer o Termo de Responsabilidade, sem castração, sem visitas de surpresa ao novo adotante, e por aí vai. Há pressa em passar o animal adiante. ISSO NÃO É PROTEGER!

Se raciocinarmos, estamos aumentando o problema e não resolvendo-os. Cada animal doado, ,ao longo de 1 ano, e sem castração, já se multiplica e muito. Daí novos abandonos.

Há adotantes e "adotantes". Não confiem só na aparência nem só nas informações do Termo de Responsabilidade.

É trabalhoso, eu sei, mas o animal corre riscos. Já vi psicopatas com cara de gente normal, pessoas que se transvestem de bonzinhos e utilizam animais para sacrifícios religiosos, outros que se cansaram e abandonam o animal ou não os cuidaram dentro de sua própria casa.

Especificamente no caso de gatos, não doem para pessoas que morem em apartamentos sem a famosa tela nas janelas. Se prometerem que irão colocar só entreguem o animal depois de verificar se a tela está lá.

Àqueles protetores que deixam os animais em pets para adoção, peço atenção redobrada. Os pets têm outras ocupações, e por mais que queiram nos ajudar, entre uma venda e limpar o cocô do animal, com certeza irão optar pela venda.

Sabemos que o dinheiro é um grande problema para a maioria dos protetores, se não puderem dar uma gorjeta à um funcionário do pet para cuidar desses animais que estão aguardando adoção, não há outra saída: o remédio é você mesmo fazer.

ISSO É PROTEGER, É FISCALIZAR, É CUIDAR, É AMAR.

Caso a adoção ocorra sem a castração, certifique-se pessoalmente se o adotante irá fazê-lo e cobre. Quem realmente quer adotar um animal, não se importará com as exigências do protetor animal.

Um questionário bem preenchido, com informações de relevância irá ajudá-lo na hora de escolher o adotante. Informações do tipo: "já teve outro animal?" "Morreu de quê?". Porque isso é importante? se houve um animal que morreu de cinomose, por exemplo, o ambiente ficará com o vírus de 3 a 5 anos. E se um novo animal lá for colocado, ainda sem vacina, certamente irá morrer também.

É necessário que todo o protetor, saiba das leis de proteção. Não precisa ser advogado pra saber isso. É fundamental para que se possa efetivamente proteger o animal em alguns casos. Informem-se de tudo. Sejam um pouco advogados, um pouco biólogos, um pouco médico veterinário. Facilitará na hora de passar as informações ao profissional que cuidará do animal. SABER NUNCA É DEMAIS!

Desculpem o tamanho do texto. O conhecimento só tem valor quando é compartilhado.

Estou sempre à disposição. Meu e-mail : amm13@uol.com.br

Um beijo no coração de todos,

Ana Maria de Morais

Ex-Presidente SGOPA - Goiânia

Ativista

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

CARNAVAL DAS CULTURAS DO MUNDO – RJ



3ª. Edição.

ATENÇÃO PESSOAL !!! O desfile sairá da Praça do Lido, segundo os organizadores do evento, às 10 hs em ponto !!!

PRECISAMOS DA PRESENÇA DOS ATIVISTAS !!!!

Durante o desfile – estaremos com faixas, banners e panfletagens.

Estaremos em uma das barracas vendendo camisas e adesivos e fazendo um trabalho de exclarecimento sobre o veganismo e vivissecção.

Os Hare Krishinas estarão vendendo deliciosos lanches VEGANOS/Vegetarianos.

Domingo, 21 de setembro, de 10 às 12 hs, desfile na Av Atlântica

e Praça do Lido até às 22 hs.

Na Alemanha ele existe há 13 anos, e já reúne mais de um milhão de pessoas nas ruas !!

Conheça o evento alemão : www.karnevalderkulturen.de

Shows no palco e desfile na Av. Atrlântica, com todos os estilos e para todas as idades:

música, canto, dança, teatro, poesia, espetáculos infantis, bonecos, marionetes, fantoches, malabares, moda, performances, oficinas, diversos grupos culturais em marcha.

FEIRA MULTICULTURAL de Artesanato, Artes Plásticas, Literatura, Moda, Decoração, Bijuterias, Presentes, Produtos naturais e Exotéricos e produtos e serviços típicos ou de época.

Visite o site www.carnavaldasculturas.com

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mundo Vegan: Vegetarianos pornográficos!

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O que os bichos pensam?

Novas pesquisas mostram que os animais são mais inteligentes do que se imagina. Alguns dão até sinais de consciência
Marcela Buscato para Época

Pisco Del Gaiso
CÃO-HERÓI
Brown brinca sob a supervisão de Márcio e sua mulher, Cecília. O cão achou o caminho de casa para pedir que alguém socorresse o dono

Brown é um dos 15 cães golden retriever do casal de criadores Márcio e Cecília Leite, de São Paulo. Um dos melhores representantes da raça: obediente, calmo e pouco afeito a latidos. Mas naquele 12 de outubro de 2006 nenhum de seus tratadores entendeu por que ele havia entrado em casa tão agitado, latindo e pulando nas paredes. Nem por que estava solto, fora de seu canil. Eles não sabiam que o cachorro tinha saído para passear com seu dono, Márcio. Era a primeira vez que Brown, um cão de competições de beleza, aventurava suas patas douradas pelas ruas do condomínio. A alegria do passeio acabou quando Márcio tropeçou e caiu em uma ribanceira, a 2 quilômetros de casa. Brown tentou levantá-lo. Como não conseguiu, foi buscar ajuda em casa. Ninguém lhe deu atenção. Márcio foi encontrado pela segurança do condomínio. As fraturas no rosto causadas pelo tombo e outras complicações lhe renderam 28 dias de hospital. Seis sedado. Só quando recobrou a consciência pôde desfazer o boato que corria entre médicos e enfermeiras: Brown não era o “cão que atacara” o próprio dono. “Ele tentou me salvar.” s

A atitude de Brown não é só uma emocionante demonstração de afeto. Mostra o que muitos donos de bicho de estimação desconfiam, e que novas pesquisas científicas estão começando a constatar. Os animais são mais inteligentes do que parece. Um tipo de inteligência bem parecida com a nossa. O imaginário construído em torno da idéia do filósofo francês René Descartes, no século XVII – de que os animais seriam como máquinas, desprovidos de emoção e pensamento –, persistiu até o século XX. Mas foi definitivamente sepultado por estudos recentes, como o publicado em março por cientistas da Universidade Saint Andrews, na Escócia. Eles confirmaram que os animais não estão tão distantes de nós em uma habilidade considerada exclusivamente humana: a linguagem.

Os pesquisadores provaram que um tipo de macaco africano pode combinar sons em algo que se parece com uma forma rudimentar de nosso sistema de comunicação. Nas florestas da Nigéria, os macacos de nariz branco usam um som agudo e outro gutural como alerta. Combinando os dois, um macaco avisa os outros integrantes do grupo que espécie de predador viu (um leopardo ou uma águia) e que atitude vai tomar (ficar quieto ou fugir). E ainda se identifica. Combinações como essas estão na raiz da nossa linguagem.

“Nós subestimamos a capacidade dos animais por muito tempo”, diz Irene Pepperberg, pesquisadora da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, uma das pioneiras no estudo da inteligência animal. Irene adora contar como outros pesquisadores reagiram quando ela anunciou que pretendia ensinar o papagaio Alex a falar. Eles queriam saber o que ela havia fumado. Parecia loucura, mas ela só queria que a ave pudesse lhe contar como pensava. Sua idéia deu tão certo que o papagaio aprendeu a contar e a diferenciar conceitos como cor, formato e material. Olhando seus brinquedos, ele sabia responder qual chave era maior, a verde ou a amarela. “Green” (verde), dizia.

O talento de Alex mostra que elementos de nossa inteligência não são exclusivos aos humanos. “Formas avançadas de processar informações estão em muitas criaturas”, afirma Irene. “Durante a evolução, tanto animais como seres humanos estavam sujeitos às mesmas pressões ambientais, que selecionaram essas características.” Entender como os animais pensam pode ajudar a revelar por que os seres humanos desenvolveram uma mente tão complexa.

A origem da linguagem é uma das questões mais intrigantes. Até onde se sabe, apenas os seres humanos possuem tal sistema. Somos capazes de dar nomes para as coisas que vemos no mundo e ainda podemos relacioná-los em uma frase, com termos sem significado concreto (como preposições e artigos). Dependendo da ordenação desses elementos, produzimos múltiplos significados. Graças a esse sistema podemos transmitir idéias abstratas, como a noção de passado, presente e futuro.

Experiências com outros primatas, nossos parentes mais próximos na escala evolutiva, tentaram verificar se eles seriam capazes de aprender nossa linguagem. Os estudos ficaram famosos porque era irresistível ver chimpanzés usando a linguagem de sinais, a mesma usada por pessoas surdas. E eles tinham certo talento. Nim Chimpsky, um chimpanzé criado por pesquisadores americanos, fazia o gesto de “sujeira” (seu jeito de pedir para ir ao banheiro) só para escapar das aulas. A fêmea Washoe surpreendeu seus criadores ao unir os sinais de ave e água (ave da água) para se referir a um cisne.

As pesquisas causaram entusiasmo na década de 1970, mas logo os pesquisadores s descobriram que os animais eram apenas bons aprendizes. E que tinham uma grande capacidade para se comunicar. Porém, nunca poderiam aprender a usar as palavras como os seres humanos. Talvez falte ao cérebro deles aquilo que nos faz capaz de ter linguagem (e que até hoje a ciência não sabe exatamente o que é). Os chimpanzés haviam aprendido alguns sinais e até os combinavam aleatoriamente. Mas sem consciência do significado exato.

É por isso que um cachorro, uma criatura mais distante do ser humano na escala evolutiva, embasbacou cientistas. Há quatro anos, o cão Rico, da Alemanha, deu indícios de que talvez as bases do tipo de raciocínio que usamos para aprender a linguagem também tenham surgido em outras espécies. Rico, um border collie, usava o mesmo processo mental que as crianças humanas para aprender palavras novas. O dono apresentava a ele vários brinquedos, entre os quais apenas um era novidade. E pedia para que o cão pegasse justamente o objeto desconhecido. Rico inferia que aquele som novo só podia corresponder ao brinquedo que ainda não tinha nome. Assim ele aprendeu mais de 200 palavras.

“Por enquanto, só encontramos essa habilidade em um único cão”, diz Juliane Kaminski, pesquisadora do Max Planck Institute, o centro alemão que estudou Rico. “Mas já é suficiente para dizer que essa técnica de aprendizado não é exclusiva dos humanos.” Rico morreu aos 12 anos, no ano passado. O significado de seu talento ainda gera discussão. Há quem afirme que o cachorro não tinha nenhuma técnica inata para associar sons a objetos. Apenas teria uma grande capacidade de raciocínio, adaptado para aquela tarefa.

sábado, 19 de julho de 2008

Eles não comem churrasco

Como e por que alguém é vegetariano?

Via IgJovem por Carol Patrocinio

18/07 - 19:42hs

“Mas como assim, você não gosta de uma picanha bem sangrenta?”, essa é uma pergunta que para muitas pessoas não incomoda, mas em alguns casos, se torna insistente, repetitiva e cansa quem a houve; é o caso dos vegetarianos.

Agora você, que não é vegetariano, deve estar se perguntando: “mas por que alguém deixa de comer carne?” e, em casos mais extremos, qualquer alimento de origem animal, além de tratar o meio ambiente diferente das pessoas ditas ‘normais’.

Os motivos

Para José Nunes, de 23 anos, foi uma coisa natural: “Fui criado fazendo churrasco. Todo final de semana era churrasco com a família e eu lá, cuidando da churrasqueira. Nessa época, já acontecia de eu pegar um pedaço de carne pra comer e quando eu olhava pra ela eu via um nervo, uma veia e pensava ‘pô, era uma vaca...’ e já não conseguia mais comer nada de carne, pulava pra salada”.

Pela saúde
Os vegetarianos pregam que ao não ingerir carne você equilibra os níveis de colesterol, reduz o risco de doenças no coração e de alguns tipos de câncer, além de evitar os hormônios de crescimento e antibióticos utilizados na criação dos animais para abate.

Pelo meio ambiente
Sem comer carne você reduz o impacto ambiental da sua alimentação. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, para produzir 1 kg de carne bovina você precisa gastar, mais ou menos, 15 mil litros de água (se você considerar o consumo do animal durante sua vida inteira); enquanto para produzir 1 kg de soja são gastos menos de 1300 litros de água, o que é só 10% do gasto com animais. A economia de água é, portanto, superior a 90%.

Pela ideologia
Homens não são melhores que os animais, portanto, não precisam se alimentar da carne dos bichinhos, já que sua vida não depende disso.

Outro motivo para parar de comer carne é a forma como os animais de abate são criados. As condições são horríveis, feita em pequenos espaços, com alimentos artificiais e tratados de forma agressiva durante o transporte ou antes do abate.

“Parei gradualmente com o consumo de carnes, parando com carne vermelha e de porco, depois aves e por fim, peixes. Nesse tempo fui estudando as variáveis da dieta vegetariana, como a lacto-vegetariana, vegana, crudivorismo, frugivorismo, etc. Estudei principalmente a dieta vegana, por ser a mais compatível com a idéia de ética no tratamento dos animais. Quando vi que tinha conhecimento suficiente sobre a dieta vegana, passei a abolir os alimentos de origem animal como mel, ovo, leite e gelatina da minha dieta, assim como produtos testados em animais”, conta José Nunes.

Os tipos de vegetarianos

Ovo-lacto-vegetariano
É o tipo de vegetariano que você mais encontra por aí. São pessoas que não comem nenhum tipo de carne, mas podem consumir leite, ovos e produtos derivados de animais.

Lacto-vegetariano
Nenhum tipo de carne faz parte da alimentação e o único derivado de animal aceito na dieta é o leite e produtos fabricados a partir dele.

Vegano
É o tipo de vegetariano mais difícil de seguir: eles não comem nenhum tipo de carne e nem qualquer produto que tenha origem animal. Porém, para os ‘vegans’, como são conhecidos, o consumo de produtos de origem animal não se baseia apenas na alimentação, mas segue também nos outros âmbitos da vida, como roupas, acessórios e produtos de beleza, nada que venha de animais ou seja testado neles é aceito. Ser vegan é um estilo de vida.

Crudivorismo
São os vegetarianos que além de não comer nada de origem animal, só comem alimentos crus.

Frugivorismo
Apenas frutas. A dieta dos Frugívoros não permite nada de origem animal e se baseia apenas em frutas.

O preconceito

Mas como tudo que muda os conceitos vistos como normais, a decisão de se tornar vegetariano ou vegan pode trazer sérios contratempos a sua vida social. José Roberto conta que no começo foi bem difícil: “Minha mãe não aceitou, dizendo que eu ia morrer de desnutrição, que eu deveria comer pelo menos peixe. Mas depois de um tempo ela se entregou e começou a se interessar pela culinária sem crueldade. No trabalho, era o assunto na hora do almoço, sempre com aquelas perguntas do tipo: ‘pô, você não come nem frango?’, ‘você vive do quê, de luz?’ e por ai vai”.

As bebidas

Vegetarianos podem beber, porém, ao escolher uma dieta vegetariana, seja ela de qualquer um dos tipos conhecidos, a pessoa acaba escolhendo também um tipo de vida mais saudável e fazendo a opção por alimentos, incluindo bebidas, que não prejudiquem seu corpo.

“Vejo uma possível ligação no aspecto da saúde, pois a maioria dos vegetarianos, além de pensar no bem estar e no tratamento ético aos animais, pensa também em manter hábitos saudáveis, o que talvez, vá contra o consumo de álcool”, comenta o vegan.

Não confunda

Muita gente acha que quem é Straight Edge - hardcore ou punk livre de drogas – também é vegan/vegetariano, mas nem sempre é assim. “São cenas convergentes, mas não tem uma ligação obrigatória, ou seja, ser straight edge não significa que você deva ser vegetariano e vice-versa. No Brasil, o que a gente tem é uma cena straight edge com a maioria sendo vegetariana ou vegana. Essa ligação acaba sendo algo natural dentro de um ambiente mais politizado, como a cena hardcore punk, não só straight edge”, explica José Nunes.

As dicas

Nada acontece de um dia para o outro. Se você quer se tornar vegetariano precisa entender o que está fazendo e ir mudando sua alimentação aos poucos, senão seu corpo pode sentir drasticamente essa mudança.

“Leia bastante sobre nutrição vegetariana e tenha força de vontade. Se você acredita na causa vegetariana, fica muito mais fácil”, incentiva José.

Virando expert

E como saber mais sobre esse pessoal, suas idéias, hábitos e a forma de vida, afinal, você precisa de uma ajuda pra começar, né!

José Nunes conta como entrou nessa: “O veganismo especificamente eu conheci através da cena straight edge de São Paulo, na Verdurada [evento que reúne músicas e palestras]. Foi numa palestra que conheci o termo "vegan", seu significado e todas suas variáveis. Sem contar que, através da música, sempre ouvia mensagens de apelo vegetariano, como em músicas das bandas Gorilla Biscuits e Nations on Fire”.

A gente também resolveu te ajudar e escolheu alguns sites bacanas pra você ler mais sobre o assunto. Confira!

Sítio Veg: site completíssimo com receitas, depoimentos, notícias e tudo que você pode querer sobre vegetarianismo

Centro Vegetariano: site com dicas de restaurantes e explicações sobre os alimentos

Receitas Vegetarianas: receitas vegetarianas

Verdurada: uma balada cheia de vegetarianos que curtem rock

Como virei vegetariano: Rodrigo Stulzer conta como foi sua mudança de vida

Vegan Pride: Acessórios Livres de Crueldade

Você mudaria seus hábitos alimentares? Acredita que é uma boa idéia? Comente!

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