quinta-feira, 19 de junho de 2008

SP: Benefícios para a saúde da alimentação vegetariana



Apresenta: palestra proferida pelo Dr. Eric Slywitch

A palestra vai mostrar como a alimentação vegetariana corretamente planejada é saudável, adequada em termos nutricionais e traz benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de determinadas doenças.

O Dr. Eric Slywitch é coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana. É médico especialista em Nutrologia, Nutrição Clínica, Nutrição Enteral e Parenteral. Como médico, coordena a Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) do Hospital e Maternidade Santa Marina (em São Paulo). Como professor, ministra aulas para médicos e nutricionistas no Curso de Pós-graduação do Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização (IPCE), no Centro de Excelência em Ensino na Saúde (CBES) e no Curso de Especialização em Nutrição Clínica do Ganep.

Quando: 27 de junho de 2008 – São Paulo

Horário: 17 às 19h

Onde: Auditório do Laboratório Buenos Ayres - Rua Sergipe, 120 - Consolação - http://www.buenosayres.com.br

Faça sua reserva: 11 38298109 / ocasvb@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

Ingresso: 1 quilo de alimento não perecível e sem ingredientes de origem animal.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Em 2050, seremos todos vegetarianos"

Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de "O Fim da Comida"


Época, 12/06/2008

No Ensaio Sobre O Princípio Da População, publicado em 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma afirmação alarmante. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade, ajustando o tamanho da população à oferta de alimento. Em 1800, havia 1 bilhão de humanos. Hoje, somos 6,6 bilhões. A produção agrícola superou a explosão populacional. Malthus estava errado? Para o jornalista americano Paul Roberts, de 54 anos, talvez não. A hora de Malthus pode ter chegado. Em The End of Food (O Fim da Comida, editora Houghton Mifflin), Roberts prevê que, até 2050, a demanda por comida ultrapassará a oferta. Um primeiro alerta seria a atual explosão do preço dos alimentos.

A tonelada de arroz passou de US$ 400 para US$ 1.000 em cinco meses. No Brasil, o feijão subiu 168,44% em 12 meses. A culpa, para os analistas, é de chineses e indianos, que estão ganhando mais e comendo mais. Em 2030, a China importará 200 milhões de toneladas de grãos, ou seja, todo o excedente exportável mundial. O que sobrará para os países pobres? Se nada for feito, a fome.

ÉPOCA – Malthus estava certo?

Paul Roberts – Após 200 anos, é cada vez mais difícil dizer “não” a essa pergunta. Continuamos desenvolvendo novas tecnologias para produzir mais comida, mas enfrentamos novas restrições que os fazendeiros do passado não tinham. Historicamente, a forma de aumentar a produção era expandir a área plantada. Isso é cada vez mais difícil. A maioria das terras aráveis do planeta já é usada e a maior parte do que resta são as últimas florestas. É o caso do Brasil, onde as novas áreas de plantio são obtidas à custa da derrubada de florestas.

ÉPOCA – É hora de outra Revolução Verde?

Roberts – A Primeira Revolução Verde, que transformou a agricultura entre os anos 40 e 60, multiplicou a produção de alimentos graças ao uso de fertilizantes e ao desenvolvimento de novas sementes. Ainda é possível aumentar a produtividade usando os transgênicos. Mas essa tecnologia tem seus limites. Não podemos também esquecer que o preço da energia está subindo e que a agricultura moderna foi pensada no tempo em que o barril de petróleo custava US$ 20. Caso o preço se estabilize entre US$ 125 e US$ 200, o sistema atual não se sustenta.

ÉPOCA – O que fazer?

Roberts – Há três grandes desafios para criar uma Segunda Revolução Verde. O primeiro é o aumento do preço do gás natural, o principal insumo na produção de nitrogênio sintético, que por sua vez é o maior insumo dos fertilizantes. A maior parte do excedente agrícola atual se deve à disponibilidade de nitrogênio barato. Se o preço dos fertilizantes se mantiver elevado, alimentar daqui a 50 anos outros 4 bilhões de pessoas, além dos 6,6 bilhões atuais, será um tremendo desafio. É preciso alternativas para produzir novos fertilizantes.

ÉPOCA – O segundo desafio é...

Roberts – A falta d’água. Para isso não existe alternativa. Não há continente onde não falte água. Cada país responde ao desafio de forma diferente. A China está substituindo a produção de grãos, que usa irrigação maciça, pela de frutas e verduras, que consome menos água. Em 2007, importou 30 milhões de toneladas de soja, boa parte oriunda do Brasil. Isso significa que a China está importando de vocês sua água. Está ocorrendo uma mudança no “mercado virtual” de água. Por algum tempo, isso deve contrabalançar a escassez. Mas, no fim das contas, não existe água suficiente no mundo para atender ao aumento projetado na demanda de alimentos.

ÉPOCA – E o terceiro?

Roberts – O último é o maior de todos: as mudanças climáticas. Elas vão dificultar o aumento na produção de comida e acentuar a escassez de água. A alteração do clima também será um desafio para que grandes exportadores, como os Estados Unidos e o Canadá, consigam elevar sua produção. Os desafios são complexos e as respostas para eles também. Será preciso reduzir o uso de energia e de água na agricultura, ao mesmo tempo que se elevam a eficiência e a produtividade. Porém, isso não será o bastante. Seremos obrigados a comer menos.

ÉPOCA – A Terra pode alimentar 2,5 bilhões de bocas com uma dieta ocidental, rica em carne, ou 20 bilhões de vegetarianos. Mas somos 6,6 bilhões...

Roberts – A pecuária e a avicultura consomem grande parte da produção de grãos. Tome o exemplo dos Estados Unidos, com um consumo anual per capita de 100 quilos de carne, comparado ao da Índia, com 15 quilos. É preciso elevar o consumo da Índia e desencorajar o consumo nos Estados Unidos e na Europa, para tentar atingir uma média global de consumo mais justa e sustentável.

ÉPOCA – Isso não é utopia?

Roberts – É preciso reduzir o consumo de carne. A questão é como fazê-lo. Nos Estados Unidos não se toca no assunto. Achamos que comer carne é um direito eterno. Seu consumo é considerado um índice de prosperidade – apesar dos problemas de saúde, como doenças cardíacas, que seu consumo acarreta.

ÉPOCA – No Brasil, é a mesma coisa.

Roberts – O Brasil está se desenvolvendo, e a lógica pressupõe que num país bem-sucedido come-se tanta carne quanto se deseja. Para inverter essa lógica, é preciso um líder corajoso e habilidoso. Essa não é uma prioridade dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Cedo ou tarde, essa discussão terá de ser atacada.

ÉPOCA – Barack Obama e John McCain têm opinião a respeito?
Roberts – Não sei. Não é uma questão que eles levantariam na campanha. Não soaria como algo patriótico.

ÉPOCA – O aumento do preço da comida ameaça elevar em 100 milhões o total de 862 milhões de famintos no planeta. Mas há 1 bilhão de pessoas com sobrepeso. O problema da humanidade é a fome ou o diabetes?

Roberts – Ambos são problemas. Se fosse forçado a escolher, priorizaria a subnutrição, pois ela mata as pessoas muito mais cedo, e sua solução contribuiria para a estabilidade do clima. Dito isso, se fracassarmos em lidar com a questão da obesidade, no longo prazo pagaremos um enorme preço na forma de despesas médicas. Por 200 mil anos, a espécie humana teve sua dieta restrita pela disponibilidade ou não de alimento. A invenção da agricultura, há 10 mil anos, mudou esse padrão. A obesidade é conseqüência do acesso a uma alimentação farta e barata. Para manter uma dieta saudável, é preciso disciplina, e nós não fomos biologicamente projetados para controlar nossa gula.

ÉPOCA – O Brasil será o celeiro do mundo à custa da destruição da Amazônia?

Roberts – Apesar de conhecermos as conseqüências científicas e ambientais da rápida expansão da agricultura, somos incapazes de resistir à pressão política e econômica. Na imprensa econômica americana, o Brasil é retratado como uma história de sucesso. O país será uma superpotência na produção de alimentos. No entanto, quando olhamos as publicações científicas, o Brasil é retratado em termos muito negativos. A lógica gira em torno do fato de a população chinesa ganhar hoje o suficiente para comer carne, o que leva à destruição das florestas no Brasil. A questão fundamental é: como dizer a 1,3 bilhão de chineses que eles devem comer menos carne, se comer carne tem sido um objetivo humano por milhares de anos?

ÉPOCA – Seu livro anterior se chamava O Fim do Petróleo. O atual é O Fim da Comida. Qual será o próximo, o fim da água? O fim da natureza? O fim da esperança?

Roberts – (Risos.) Vou trabalhar num livro sobre as finanças globais, outro desastre. O mercado financeiro é a chave de tudo. Nada do que conversamos, como a conversão de florestas em área de cultivo no Brasil, pode acontecer sem a ajuda dos mercados financeiros. Eles estão em crise. São uma faca de dois gumes que é preciso entender melhor.

ÉPOCA – O senhor é otimista com o futuro?

Roberts – Acho que sou. Ao dissecar a questão da escassez de recursos, aprendi como as coisas podem se tornar ruins. Eu sei qual é o pior cenário possível se não alterarmos a rota na qual caminhamos. Com isso em mente, acredito que qualquer mudança será para melhor. É muito fácil ser pessimista, mas isso não faria o menor sentido. A humanidade sempre conviveu com a escassez. Essa é a condição humana.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Semente mais velha do mundo, com 2.000 anos, dá origem a palmeira saudável

Via G1, 13/06/2008 - 06h00

Tâmara plantada em Israel originou-se de semente encontrada na fortaleza de Masada.
Planta provavelmente foi deixada lá por soldados por volta do século 1 de nossa era.

Uma semente que sobreviveu ao governo do rei Herodes e a uma batalha sangrenta entre judeus e romanos é a mais antiga a germinar no mundo, afirmam pesquisadores israelenses. Apelidada de "Matusalém", homenageando o mais idoso personagem da Bíblia, a muda de tamareira brotou de um genitor com cerca de 2.000 anos de idade, e pode até ajudar no melhoramento genético das tâmaras modernas, se tudo correr bem.

A história cinematográfica da tamareira Matusalém está na edição desta semana da revista especializada americana "Science". A semente que deu origem à plantinha, hoje com três anos de idade, veio da fortaleza de Masada, perto do mar Morto, no atual estado de Israel. A fortaleza foi construída pouco antes do nascimento de Cristo pelo rei Herodes e, décadas mais tarde, durante a guerra entre romanos e judeus, foi atacada pelo exército de Roma. Nenhum dos defensores judeus sobreviveu ao ataque.

No entanto, escavações arqueológicas nos anos 1960 acharam as tâmaras debaixo dos escombros da fortaleza. Sarah Sallon e seus colegas do Instituto Louis Borick de Medicina Natural, em Jerusalém, conseguiram datar duas das sementes, comprovando que elas tinham cerca de 2.000 anos de idade. Uma terceira semente foi plantada e, aos 15 meses de vida, pedacinhos de sua casca que ainda estavam aderidos à muda também foram datadas. A idade obtida foi cerca de 200 anos mais recente -- o que era de se esperar quando se considera o grau de contaminação com carbono mais recente, absorvido do ar e do solo durante o crescimento da plantinha.

Calor e secura

Os pesquisadores dizem acreditar que o clima único da região do mar Morto, extremamente quente e seco, ajudou na preservação da semente de Matusalém. A saúde da mudinha parece muito boa, com exceção de algumas manchas brancas nas folhas -- provavelmente ligadas a uma falta de nutrientes na semente. O grupo também aproveitou para fazer uma análise genética da tamareira, comparando-a com plantas atuais da mesma espécie, oriundas do Egito, do Marrocos e do Iraque.

A surpresa é a semelhança genética relativamente baixa entre a planta-Matusalém e as atuais -- provavelmente porque as modernas são plantadas de forma clonal, sem cruzamento entre os indivíduos. Se Matusalém produzir frutos, seu DNA poderá trazer "sangue novo" (ou seria sangue velho?) às tamareiras modernas, já que os judeus da época de Jesus tinham desenvolvido plantações de alta qualidade da espécie.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

EVENTO, 15/06, COSME VELHO-OREOCA (BRUNCH, YOGA, PERMACULTURA, OFICINA)

Domingo, 15 de junho, a partir das 11h.

Venha tomar um Brunch na OreOca



Um programa especial para você e seus amigos...

Palestra com o engenheiro, permacultor e escritor Fernando Soneghet Pacheco – "O Homem Ecológico".

Aula de Hatha Yoga com Dikshan*

Oficina de Comida Ecológica

Oficina livre de Arte



Custo R$ 25 antecipado e R$ 30 na hora

Informações 3235-6631 – 9469-2999 – Mariana ou Guilherme

OreOca – Ladeira do Ascurra, 124 – Cosme Velho – RJ (rua em frente ao terminal rodoviário do Cosme Velho)

*Se inscreva antecipadamente para fazer a aula de Hatha Yoga e receber Dikshan.

Rio: 21/06 JANTAR VEGETARIANO BENEFICENTE

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Jamie Oliver sufoca e mata frangos ao vivo na TV

Via Pipoca de Bits
O chef de cozinha Jamie Oliver se tornou uma celebridade por seus programas de televisão e soube utilizar este poder para conseguir fazer a diferença. Eu nunca tinha visto suas aparições na TV, mas após ver o vídeo abaixo fui saber mais e descobri que ele foi responsável pela mudança no cardápio das escolas britânicas, tirando fast-food e colocando refeições mais balanceadas para as crianças.

Em sua atual série, Jamie At Home, o chef fez várias considerações sobre como é feita a criação de galinhas e ovos para mostrar às pessoas que produtos industrializados a base de frango ou de ovos têm um preço alto quando se leva em conta a vida de as galinha tem e a maneira como elas são mortas (clique aqui para ver). Jamie se uniu ao movimento "Hugh's Chicken Run" que propõe a utilização apenas de galinha criadas de forma não industrial.

Para provar seu ponto ele apresentou em rede nacional, durante um jantar de gala, os métodos para descarte de pintos e morte de frangos. No primeiro vídeo ele convida as pessoas a colocarem pintinhos em caixas divididas entre machos e fêmeas. Depois ele explica que na indústria de ovos os pintos machos não têm importância, por isso precisam ser descartados. Depois ele faz uma demonstração ao vivo de como os pintos são mortos por sufocamento. Confira abaixo, mas aviso que o vídeo mostra mesmo os pintos morrendo, por isso se você não gostar deste tipo de coisa não assista.



Depois ele demonstra como se mata os frangos para a produção. Na Inglaterra o sistema é diferente daqui. Lá o frango têm que ser eletrocutado e depois o sangue é retirado, já no Brasil um corte é feito no pescoço e depois se espera ele morrer. As pessoas que trabalham com isso, entrevistadas por Jamie, dizem que a pessoa se acostuma a trabalhar com isso, mas que nunca fica "fácil" trabalhar matando animais. Eles também especificam que matar os frangos com eletrochoques é a maneira mais humana de se fazer isto. Confira o segundo vídeo abaixo, mas lembre que o frango realmente é morto no vídeo, por isso veja se quiser.



A reação de algumas pessoas nos dois vídeos mostra como na maioria das vezes comemos carne vinda de animeis e não nos importamos, nem sequer pensamos em como estes animais são mortos ou como eles são criados.

Na minha opinião a única criação legalizada pior que a criação industrial de frangos é a de porcos, por isso tento ao máximo evitar carne de suínos. Mas tenho consciência de como são feitas as criações de animais e por isso tento variar minhas refeições, procurando alternativas como massas e carne de soja (não reclame sem ter provado).

Fonte: Digg

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Produzir carne é pior do que transportar

Via: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/


O transporte sempre foi atacado como o principal vilão das emissões de poluentes provocadas pelos alimentos. Pois um estudo norte-americano mostra o contrário. Não interessa de onde vem, a responsável pela maior parte dos gases de efeito estufa provindos da indústria alimentícia é a própria produção.


A pesquisa realizada pela Environmental Science & Technology mostra que o transporte dos alimentos representa 11% das emissões, enquanto a própria produção é responsável por 83%. O óxido nitroso e o metano são os principais gases emitidos, por causa dos fertilizantes, da fabricação de adubo e da digestão dos animais (é, é isso mesmo que você está pensando).


Os cientistas calcularam quanto uma família média norte-americana emite anualmente apenas por causa dos alimentos (aproximadamente, 8 toneladas de CO2!) e reduziu a parte responsável pelo transporte (quase 4,5 toneladas). Comparando os dois dados, chegou-se ao resultado.


O bacana é que parte disso pode ser revertido se em apenas um dia da semana os norte-americanos comessem frango, peixe ou vegetais em vez de carne vermelha e comprassem alimentos produzidos localmente (claro!).

quarta-feira, 7 de maio de 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

São Paulo será sede do "Encontro Nacional de Direitos Animais"

Durante quatro dias, de 01 a 04 de maio, ativistas de todo o Brasil participam em ambiente de convivência e debate, em Porangaba (SP), de um evento de capacitação e discussão sobre a causa animal.

Com o tema “Discutindo o Movimento, Nutrindo-se nas Diferenças e Capacitando Nossos Ativistas”, o Encontro Nacional de Direitos Animais (ENDA), evento sem precedentes no país, será realizado no Parque Ecológico Visão Futuro, localizado próximo à cidade de Porangaba, a 165 km da cidade de São Paulo.

Estão confirmados mais de 30 palestrantes, entre eles o norte-americano Rynn Berry, que leciona História do Vegetarianismo na 'The New School for Social Research', a norte-americana Susan Andrews, psicóloga e antropóloga, Herón Santana, promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade de Salvador, Laerte Fernando Levai, promotor de Justiça em São José dos Campos, que atua na área criminal, ambiental e defesa dos animais e George Guimarães, nutricionista vegano e ativista pelos direitos animais.

O ENDA tem como objetivo integrar e capacitar ativistas e interessados pela causa animal. É voltado tanto às pessoas que exercem um papel de liderança em grupos quanto ao ativista recém-chegado ou até mesmo aos curiosos que desejam aprender mais sobre veganismo e direitos animais. As atividades possibilitarão que os participantes aprendam sobre os temas pertinentes à luta pelos direitos animais formem redes de trabalho pelo país. Sobretudo, o ENDA servirá como um fórum para a tomada de decisões importantes sobre os caminhos do movimento de defesa animal no Brasil.

Programação, biografia dos palestrantes e inscrições:

www.veddas.org.br/enda

Informações para a imprensa:
Silvana Andrade
sil_dogs@yahoo.com.br

George Guimarães
Presidente do VEDDAS – Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade:
veddas@veddas.org.br

Fones: 11 5585-3475 / 11 9135-2116

quinta-feira, 24 de abril de 2008

SP: VEDDAS-MÓVEL: A Verdade Sem Cortes

Nas 22 horas que seguiram o seu lançamento, o VEDDAS-MÓVEL operou em quatro lugares diferentes, num total de 7 horas de operação!

80 pessoas compareceram ao evento de lançamento no VEGETHUS Restaurante Vegetariano, sendo a maioria delas ativistas, inclusive vindas de outros estados e de cidades vizinhas. A maior parte dos voluntários que participaram da 2ª Oficina de Capacitação VEDDAS também se dirigiram diretamente ao evento logo após o término da oficina.

Terminado o evento de lançamento, por volta da meia-noite, um pequeno grupo de ativistas saiu com o VEDDAS-MÓVEL em direção à Avenida Paulista, onde fizemos a primeira parada em frente a uma lanchonete adornada com uma grande letra M amarela na cor amarela. Os equipamentos foram rapidamente montados e permanecemos estacionados sobre a calçada por alguns minutos. Seguindo pela Rua Augusta, paramos o VEDDDAS-MÓVEL no primeiro lugar onde houve espaço, bem em frente a uma aglomeração de pessoas, que desavisadas e atônitas, assistiram a uma seqüência de vídeos, nos fizeram algumas perguntas sobre o tema e levaram os nossos impressos. Encerramos a atividade já tarde na madrugada.

Mais aqui.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O maior churrasco do mundo

Com 12 mil kg de carne, Uruguai entra para o "Guinness Book"; ativistas protestam: "Quantas vidas valem um recorde?"

DENISE MOTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM MONTEVIDÉU 17/04/2008

Entre fumaça, risos, lágrimas e fogos de artifício, 1.250 churrasqueiros e 23 mil comensais festejaram no último domingo, em Montevidéu, a terceira entrada do Uruguai no "Guinness Book", o livro dos recordes, como o país que realizou o maior churrasco do mundo. Antes da façanha carnívora, o vizinho sul-americano figurava no registro de superlativos por conta do gol mais rápido do planeta (feito aos dois segundos de jogo) e pelo fato de possuir um jornalista à frente do mesmo programa de rádio desde 1970.

Quando, por volta das 16h, o último pedaço dos 12 mil kg de vazio (corte conhecido no Brasil como aba de filé e fraldinha) saiu da "parrilla" de 1.500 m -uma estrutura pilotada por voluntários convidados e outros sorteados entre a população, grupo que trabalhou durante cinco horas-, o representante do Guinness World Records Danny Girton Jr. subiu ao palco montado no centro da churrasqueira para atestar que os uruguaios haviam batido a marca anteriormente alcançada pelos mexicanos, que em 2006 prepararam 8.000 kg de carne em uma churrasqueira de 1.200 m.

A notícia desencadeou uma saraivada de chapéus brancos para o ar -parte da vestimenta dos voluntários, trajados com um avental e um chapéu de mestre-cuca fornecidos pela produção do evento- e um espetáculo à parte do ministro de Agricultura do país, Ernesto Agazzi,
que dançou e pulou ao lado dos churrasqueiros.

Com lágrimas nos olhos, Luis Alfredo Fratti, presidente do Instituto Nacional de Carnes, entidade responsável pela empreitada, recebeu o certificado oficial, enquanto parte do público entrava no clima com abraços e gritos de guerra.

"Internamente, queremos que a população urbana entenda os costumes do campo e, externamente, que se conheça a cultura do churrasco, que se associe o Uruguai com a produção de carne", disse Fratti.

Carvão no lugar da lenha
O bom tempo -apesar do vento frio e forte que potencializou a fumaça das churrasqueiras- contribuiu para que o público esperasse pacientemente pelo pedaço de carne e de pão a que dava direito o ingresso de 60 pesos (cerca de R$ 6) estabelecido para a entrada na Rural del Prado, centro montevideano de exposições e eventos tradicionalmente relacionados com as atividades campestres do país. Ao contrário do que manda o manual do bom churrasco à uruguaia, a
carne foi assada sobre carvão, e não sobre lenha, tanto por uma questão de praticidade (o carvão é mais rápido para cocção) quanto de economia: seriam necessários 200 mil kg de madeira para fazer o trabalho dos 6.000 kg de carvão utilizados.

Se perto das "parrillas" o espírito era de entusiasmo e comemoração, do lado de fora da Rural um grupo de 30 ativistas da organização internacional AnimaNaturalis, de defesa dos direitos dos animais, puxava brasa para o fato de o "Guinness" haver sido conquistado à custa da morte de 2.000 vacas. "Quantas vidas valem um recorde?", questionavam os cartazes dos manifestantes, todos vestidos de preto.

"Queremos convidar as pessoas, de forma pacífica, a refletirem sobre a participação em algo sobre o qual talvez não tenham pensado de fato. Essa é uma atividade que nos faz avançar como sociedade?", indagou Martín González, integrante da organização.

"O Uruguai tem um mercado para explorar na área de softwares. Seria mais nobre exportar conhecimento, e não assassinato. Há outras formas de chamar a atenção do mundo."

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Salve Ganesha, para pensar!

Quem desenha, sabe que o desenho não pode ser um ato rotineiro, sem o uso do raciocínio. Os elefantes do vídeo foram "aposentados" 
dos serviços forçados na Thailândia há cerca de 10 anos. 
Domesticados, eles não poderiam ser simplesmente devolvidos à Natureza. 
Morando em um abrigo, esses elefantes demonstram uma capacidade surpreendente, desenhar:  

  

terça-feira, 8 de abril de 2008

NÃO TEMO DESAPONTAR NINGUÉM POR PRATICAR O VEGANISMO

Charles de Freitas Lima para Guia Vegano
charles@guiavegano.com

Quantas situações embaraçosas os veganos, às vezes, passam por aí... Algumas podem até comprometer suas posturas no veganismo:
“Aceite este copo de leite com chocolate”, comentou comigo, certa vez, uma colega que não sabia que não consumo nada de origem animal. Para dizer a verdade, não sei se ela sabia o que é ser vegano. Escutei isto quando estava em sua casa, ao fazer-lhe uma visita com um outro amigo que precisava conversar com ela a respeito de trabalho.
“Não, mas agradeço-lhe por ser gentil. No entanto, não consumo nenhum alimento de origem animal”, disse isto para ela sem desviar-lhe o olhar.
Mas, ela insistiu: 
“Você não sabe o que está perdendo, tá muito gostoso!”
Aí respondi:
“Não, obrigado.”
Ela não se contentou com a minha resposta.
“Puxa vida, estou querendo agradá-lo e você faz essa desfeita!”, exclamou com um tom de quem parece ter se ofendido.
Entre os veganos, quem não já passou por uma situação parecida com essa? Saber negar um favor, dependendo do contexto, não é tarefa tão fácil para algumas pessoas, ainda mais quando uma pessoa insiste em lhe oferecer algo a todo custo. Cheguei a ficar meio sem ação, porém, não fiquei sem palavras:
“Recusar um pedido de favor, mas com educação, é uma outra maneira de ser gentil, mesmo que para isso eu tenha que negar a sua oferenda. Entretanto, ofereça-me um copo de água, aí o aceitarei para que você não se sinta ofendida.”
Ela retrucou:
“Beber leite é saudável. Todo mundo bebe. Ele é rico em cálcio. O que há de errado em tomar leite?”
Após escutar essas “máximas”, parti para a seguinte argumentação:
“Vamos por partes, querida! Concordo que beber leite é saudável, desde que este leite que você esteja citando na nossa conversa seja da mesma espécie e ingerido durante o período de amamentação, embora esse período possa variar de criança para criança, mas após o desmame, não há necessidade de consumirmos leite de outras espécies, salvo em casos de risco de vida – inevitáveis à sobrevivência. Um bezerro quando se torna ‘adulto’ transforma-se num boi: acaso você já viu algum boi mamando? O ser humano insiste na mania de beber leite de outras espécies para satisfazer seu próprio interesse sem levar em consideração a ética para com os animais: será que você nunca parou para refletir sobre isso?”, após argumentar desta maneira, dei uma respirada profunda como pausa no diálogo, porque estava começando a falar rápido!
Entretanto, cabe ressaltar que beber leite de outras espécies, necessariamente, não chega a ser completamente errado por não ser natural à nossa própria espécie, e, sim, por causar danos aos animais e, mesmo que, em alguns lugares as vacas sejam supostamente tratadas com “carinho”, ainda permanece a seguinte questão: será que realmente temos o direito de usá-las para os nossos interesses? Acredito que não! Portanto, pratico o veganismo alicerçado na educação abolicionista.
Mas, de repente, ela afirmou:
“Ei, espere aí: agora você vai querer me convencer de parar de beber leite?”, indagou-me quando pausei. Contudo, o amigo que me levou à casa dela havia interrompido a nossa conversa exatamente nesse momento, chamando-me para ir num outro lugar. Percebi que ele estava querendo evitar que a nossa conversa ficasse muito apaixonada. Então aceitei sua proposta. Antes de sair da casa dela, disse-lhe que em outra ocasião terminaríamos a conversa, e ela disse:
“tudo bem!”.
Fiquei pensando sobre essa situação durante vários dias, como aquelas flutuações de pensamentos que temos de vez em quando no dia-a-dia.
Algumas semanas depois encontrei novamente com ela, e perguntei-lhe:
“Você se importaria de continuar aquela conversa a respeito do leite?”
E ela respondeu:
“Bem, não tenho muito tempo agora, mas posso lhe escutar um pouco!”

Aproveitei esse momento para falar sobre a questão do nosso relacionamento para com os animais, e como as vacas leiteiras são usadas para a satisfação caprichosa dos seres humanos. Eu estava com um livro na mão, intitulado “Aprendendo a Respeitar a Vida”, e o abri no capítulo “O que acontece com o bezerro”, li para ela o seguinte trecho:
1. São encaminhados para o abate quase que imediatamente – para serem servidos como vitela. O coalho, usado na fabricação da maioria dos queijos, é retirado do estômago de bezerros recém-nascidos. (...) 2. Podem ter uma vida ainda mais infeliz se forem para uma criação de carne branca de vitela, passar a vida presos em estreitos engradados de madeira. O espaço é tão reduzido que, após as primeiras semanas, os bezerros já nem conseguem se virar. São alimentados com uma ração líquida especial, para que cresçam o máximo em um mínimo de tempo e conservem a carne excepcionalmente branca. Não recebem as fibras necessárias ao sistema digestivo dos ruminantes, de modo que, muitas vezes, acabam comendo seu próprio pêlo e roendo os engradados. (...) Não recebem forragem para deitar-se, pois sua fome de alimentos sólidos faria com que comessem o próprio leito. Recebem apenas o mínimo de ferro necessário para mantê-los vivos, pois quantidades maiores tornariam sua carne vermelha. (...) Eles saem do engradado, ao fim de 14 semanas, com úlceras estomacais e abcessos, e suas pernas estão tão fracas que mal conseguem alcançar o caminho para o abatedouro. Os novilhos soltos, no entanto, são animais ativos e brincalhões. (...) 3. As estatísticas informam que 80% da carne produzida são um subproduto da indústria leiteira. Bezerros excedentes, muitas vezes, são vendidos com uma semana de idade (ou menos) para serem criados como gado de corte. Alimentados durante 12 semanas, principalmente de cereais, são forçados a comer demais e mantidos em confinamento para evitar que o alimento seja “desperdiçado” nas funções vitais. Desta forma, ocorre até envenenamento. (...) 4. Atualmente, com a inseminação artificial, são raros os novilhos criados para se tornarem touros. O bezerro destinado a esse fim, às vezes, pode mamar na vaca por algum tempo. Dos 10 aos 12 meses de idade, o touro serve as vacas semanalmente, passando o resto do tempo em confinamento solitário. Hoje, porém, é mais provável que lancem seu sêmen em vacas de lona e tubos de borracha. O manual do Ministério da Agricultura Britânico sobre a criação de touros recomenda um pátio junto à cocheira, com paredes através das quais eles possam olhar, pois “a monotonia pode produzir violência”. Admitem, assim, que os animais possuem vida mental e emotiva! Ao envelhecer, os touros são muitas vezes castrados e colocados em confinamento para engordar antes de chegar ao abatedouro. (...) 5. As fêmeas são criadas para se tornarem vacas leiteiras. As bezerrinhas são afastadas da mãe tão logo seja possível, para que a vaca possa “juntar-se novamente ao rebanho”. É concedido um período mínimo para que se recupere da gravidez frustrada e o seu leite possa ser aproveitado para dar lucro. (...) Alimentadas com leite artificial, as bezerras desenvolvem-se mais depressa, de modo que, com 18 a 24 meses, já podem iniciar o ciclo de uma gravidez atrás da outra. Conforme o New Scientist: “A vaca leiteira moderna leva uma vida miserável. A cada ano ela produz um bezerro, o que significa que durante nove meses está grávida. E, durante nove meses por ano, é ordenhada duas vezes ao dia. Durante seis meses está grávida e, ao mesmo tempo, produzindo leite”. Os detalhes das enfermidades que pode sofrer ao se sujeitar a essa demanda são terríveis, assim como as descrições dos remédios usados (veja os jornais rurais)” (RICHTER, 1997, p. 44-45).
Ela ficou meio espantada com essa leitura que fiz, mas mudou de assunto dizendo que ia num outro lugar porque tinha marcado um compromisso com um colega. Despedi-me dela dizendo:
“Lembre-se dessa questão com responsabilidade à ética”.

Mais aqui.

domingo, 6 de abril de 2008

Como se deve avaliar a deficiência de vitamina B12?

Via Nutritotal

A deficiência de vitamina B12 (cobalamina ou cianocobalamina) pode ocorrer devido a baixa ingestão dessa vitamina ou devido absorção deficiente. A vitamina está presente em alimentos de origem animal (como carnes, leite e ovos). Portanto, vegetarianos estritos (veganos, que não ingerem nem leite ou laticínios, nem ovos, nem carne) não obtêm B12 da dieta.
A deficiência de B12 ocasiona prejuízo na divisão celular, especialmente nas células de rápida divisão, como as da medula óssea e da mucosa intestinal, interrompendo a síntese de DNA (ácido desoxirribonucléico), dentre outros. A diminuição da taxa mitótica resulta em células anormalmente grandes, levando a uma anemia característica, a anemia megaloblástica. As manifestações clínicas são alterações neurológicas, hematológicas, epidérmicas, fraqueza, e outras. Por isso, o diagnóstico precoce da deficiência de vitamina B12 é fundamental para evitar danos patológicos irreversíveis. Entretanto, a deficiência de ácido fólico também resulta na anemia megaloblástica, dificultando o diagnóstico de qual deficiência vitamínica seria a responsável por essa anemia.

Uma das maneiras mais comuns de examinar a deficiência de vitamina B12, além da avaliação de sintomas, é a medida da concentração dessa vitamina no plasma ou no soro, refletindo os níveis de ingestão e estoque. A deficiência fica evidente quando os níveis estão abaixo de 200 pg/ml ou 148 pmol/l para adultos, mas podem variar de acordo com a metodologia de análise utilizada nos laboratórios. Porém, esse não é um teste seguro, pois sofre influência direta das concentrações de proteínas que estão ligadas à vitamina B12, não fornecendo a concentração real da vitamina disponível para a célula. Por isso, os níveis de B12 podem ser normais mesmo em pacientes com deficiência desta vitamina.

Outros métodos que facilitam a identificação da deficiência da B12 são as dosagens de ácido metilmalônico (MMA) e homocisteína. O ácido metilmalônico apresenta sua concentração aumentada (0,4 micromol/l no soro) na presença da deficiência de vitamina B12. A dosagem é feita na urina, soro ou plasma. É necessário atentar para algumas situações clínicas que também favorecem a elevação do MMA, como é o caso de pacientes com insuficiência renal, gestantes, doenças da tireóide e o aumento intestinal de bactérias produtoras de ácido propiônico (precursor do MMA). Apesar de exigir equipamento específico para sua análise, tornando sua aplicação na prática clínica de alto custo, esse exame tem a vantagem de ser um diferencial para a detecção da deficiência da vitamina B12, já que a deficiência de folato não altera essa dosagem.
A concentração sérica total de homocisteína está elevada tanto na deficiência de vitamina B12 quanto na de folato. Também é um método de alto custo. A insuficiência renal, a deficiência de cistationina sintase e os erros inatos do metabolismo também aumentam sua dosagem. Por isso, esse método tem baixa especificidade.

Portanto, não há um método padrão-ouro para detectar a deficiência de vitamina B12. É necessária cautela na aplicação das diferentes dosagens e uma associação entre elas.

Bibliografia (s)

Paniz C, Grotto D, Schmitt GC, Valentini J, Schott KL, Pomblum VJ, et al. Fisiopatologia da deficiência de vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. J Bras Patol Med Lab 2005;41(5):323-34. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v41n5/a07v41n5.pdf. Acessado em 20/07/07.

The National Avademy Press. Dietary Reference Intakes for Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline (1998). Institute of Medicine (IOM). Disponível em:
http://fermat.nap.edu/books/0309065542/html/312.html. Acessado em 20/07/07.

Ácido metilmalônico é o mais sensível marcador de deficiência de vitamina B12. Disponível em: http://www.fleury.com.br/site/calandra.nsf/0/6BB731D57B8E3A5903256FA4005E25E7?opendocument&pub=T&proj=site_fleury&gen=dg_fleurycom. Acessado em 20/07/07.

Carmel R, Green R, Rosenblatt DS, Watkins D. Update on cobalamin, folate, and homocysteine. Hematology (Am Soc Hematol Educ Program). 2003;:62-81. Disponível em: http://www.asheducationbook.org/cgi/reprint/2003/1/62. Acessado em 20/07/07.

Laura YCG, Augusto CAM, Vicente OF, Flávio ACV. Anemias carenciais na infância. Pediatria (São Paulo). 1998;20(2):112-125. Disponível em: http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/364.pdf. Acessado em 20/07/07.

Klee GG. Cobalamin and folate evaluation: measurement of methylmalonic acid and
homocysteine vs vitamin B(12) and folate. Clin Chem. 2000;46(8 Pt 2):1277-83. Disponível em: http://www.clinchem.org/cgi/reprint/46/8/1277. Acessado em 20/07/07.

Guia Vegano. Quais são os exames laboratoriais que podemos utilizar? Disponível em:
http://www.guiavegano.com/nutricao/b12/b1234.html. Acessado em 20/07/07.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Vegetarianos protestam contra gripe aviária

Ativistas vestidos de ave e com máscaras de gás mostram cartaz nos arredores do edifício onde ocorre a Sexta Cúpula Internacional sobre Gripe Aviária em Nusa Dua, na Indonésia. Nesta quinta-feira (27), médicos informaram a morte de um menino de 15 anos com suspeita da doença.

G1.

terça-feira, 25 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dieta vegan protege pessoas com artrite, diz estudo

Publicada em 18/03/2008 às 12h06m
BBC

Uma pesquisa de um instituto sueco sugere que as pessoas que sofrem de artrite reumatóide podem reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames se seguirem uma dieta vegan - nome dado à dieta vegetariana radical, em que não há consumo de carne, leite e seus derivados - e sem glúten.

Ataques cardíacos e derrames estão entre as principais causas de morte de pacientes que sofrem de artrite reumatóide, pois a inflamação causada pela doença tem impacto nas artérias.
"Uma dieta vegan pode ajudar na redução do colesterol, mas é difícil conseguiu alguns dos nutrientes importantes seguindo esta dieta


Mas, segundo pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, Suécia, o risco pode diminuir por meio de uma dieta sem produtos animais e sem o glúten, que pode ser encontrado no trigo, aveia, centeio e cevada.

O estudo, publicado na revista Arthritis Research and Therapy, afirma que aqueles que seguem esta dieta têm menos mau colesterol.

O mau colesterol é visto como o fator mais importante em problemas do coração, pois obstrui as artérias.
Dietas

Os pesquisadores do Instituto Karolinska colocaram 38 voluntários que sofriam de artrite reumatóide em uma dieta diária composta por 10% de proteína, 60% de carboidratos e 30% de gordura.

A dieta incluía nozes, sementes de girassol, frutas e vegetais e cereais. O leite de gergelim fornecia a fonte diária de cálcio.

Outros 29 voluntários seguiram uma dieta saudável com aproximadamente as mesmas proporções de proteínas, carboidratos e gordura.

Gorduras saturadas não compreendiam mais do que 10% do consumo diário de energia e produtos integrais foram usados o máximo possível.

Os voluntários na primeira dieta, a vegan, mostraram uma diminuição no nível total de colesterol e, especificamente, uma redução na quantidade de lipoproteína de baixa densidade (LDL), conhecido como o mau colesterol.

Os que estavam na dieta comum não mostraram variações significativas nos níveis de colesterol.

Segundo os pesquisadores, existe uma "grande quantidade de provas" que sugerem que estas mudanças foram benéficas para evitar o bloqueio das artérias e as doenças cardiovasculares.

Massa corporal

Depois de 12 meses, os voluntários que seguiram a dieta vegan também apresentaram redução do Índice de Massa Corporal. O grupo de controle permaneceu com o mesmo índice.

Mas, a organização de caridade britânica especializada em artrite reumatóide, Arthritis Research Campaign, alertou para possíveis perigos da dieta vegan.

"Uma dieta vegan pode ajudar na redução do colesterol, mas é difícil conseguiu alguns dos nutrientes importantes seguindo esta dieta", afirmou uma porta-voz da entidade.